Meu sol

Eu tuas mãos me fiz calmaria. Sem teu abraço me torno furacão. Não sei qual a relação da tua presença e das condições climáticas da minha alma, mas a verdade é que já não sei mais ficar calma sem teu cheiro. É um conjunto de ações, que tal e qual, as mudanças no tempo, elevam ou dissipam a tempestade que me torno.

Se os ventos da tua respiração sopram em minha direção as nuvens se dissipam, não condesam. Se desfazem. Se não sinto a brisa do teu hálito, acumula-se tamanha umidade, que escapam em forma de lágrimas, com direito a gritos, raios, trovões e dias cinzas.

Eu sei, não deveria depender tanto de algo que vai além de mim pra determinar meu humor. Mas não é assim o clima, que não controlamos e que é determinado pelos fatores da natureza? Sei que a chuva é necessária, mas poderia ser intercalada com longos dias de sol?

Só peço que não deixe virar tormenta. Que me embale com seu calor e permita que meus dias sejam primavera, mesmo no inverno. Que quando tudo estiver gelado, trépido e nublado, você sorria, ilumine o dia e deixa a chuva dos meus olhos também te molhar. Ela faz parte da vida. Se temos o tudo e o nada… Se temos o amor e alegria. Temos também o sol e a chuva.

Eu me fiz calmaria em tuas mãos. Me refresquei em tua brisa e me aqueci em teu sol. Não quero mais me sentir fria sem teu sorriso e nem triste sem teu amor. Quero apenas os dias de sol, mesmo que a tempestade venha, as nuvens te escondam. Quero teu sol.

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O Universo conspira a nosso favor

Tem uma música que diz que o Universo conspira a nosso favor e a consequência do destino é o amor. A música se chama de Janeiro a Janeiro e é linda. De autoria do Nando Reais. Acontece que muita gente não acredita na energia do Universo ou em destino. Mas também não sabe explicar aquelas voltas que o mundo da e que fazem, mesmo com todas as suas escolhas, você parar exatamente no mesmo lugar.

O que você acredita que seja isso? Eu penso que é o Universo, conspirando para que as coisas aconteçam do jeito que ele quer. Ás vezes, de uma forma meio torta, ou até como uma criança fazendo pirraça… Mas sempre mexendo seus dedinhos invisíveis para nos fazer chegar onde ele quer.

Sabe aquela história de fulano que conheceu fulana, nunca mais se viram e anos depois se encontram? Foi ele… o Universo! De um jeito ou de outro ele une o que é para ser unido e separa o que não é para ficar junto… Pode parecer uma maneira simplista de ver a vida e tirar a culpa de nossos ombros, já que nossas escolhas não influenciariam em nada… Mas é reconfortante, saber que de alguma forma, as coisas vão acontecer porque terão que acontecer…

Eu sei que o Universo deu voltas e voltas, para no final me fazer chegar onde estou. Talvez eu tivesse encontrado a linha de chegada antes, se não fosse cabeça dura. Mas se isso acontecesse eu não teria passado por tantas experiências que me fizeram ser exatamente o que sou hoje. Foi ele. Com certeza. Fez eu viver o que era necessário para poder chegar onde deveria.

De um jeito ou de outro, eu agradeço ao Universo, a sua energia, suas voltas e seus truques. E espero que as próximas aventuras tenham ainda mais conspirações… de preferência sempre positivas, para que eu possa continuar vagando e me enganando que quem manda em minha vida sou eu. Ou me iludindo que no final o Universo dará um jeito… Tanto faz. Eu sou feliz assim.

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Eu não te perdoo

Nunca foi o fato físico que mais doeu, foi a mentira, a falta de caráter, a dissimulação. Nunca foi a cerca pulada, mas as mensagens trocadas,  o deitar pensando em outra, os dizeres de amor, mesmo que mentirosos.

Não existe perdão. Podem se passar mil anos, ainda assim eu lembrarei. Lembrarei porque doeu. Lembrarei porque as cenas que eu imagino se repetem na minha cabeça, infinitas vezes, mesmo que eu tente não pensar, mesmo que sejam apenas a minha imaginação.

Por mais que eu saiba que fiquei calada, que engoli o orgulho e decide por conta própria ficar ao teu lado, não significa que exista perdão. Existi apenas um relevar.

Nunca mais vai haver confiança. Nunca mais o amor será o mesmo. Jamais me entregarei de novo. Uma vez é suficiente pra entender que meu coração sangra e nunca cicatrizará.

Traição não tem perdão. É a mais pura verdade, mas a falta de perdão não significa o fim. É a mais covarde realidade.

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Sua dor dói em mim

Das coisas que aprendi na vida, a mais difícil foi aceitar que a dor que é provocada em ti, reflete em mim. Eu tentei, por vezes fingi, neguei, fiquei alheia, fiz pouco caso, mas não evitei. Lá no fundo, onde só nós enxergamos, suas dores me causavam desconforto.

Então tentei assumir. Tornar publico, dizer para o mundo, a plenos pulmões, que eu realmente sentia, me importava, queria estancar seu sangue para aliviar o meu peito. E fui chacoteada. Virei motivo de piada, porque dizer que eu sentia tanto quanto você, nesse mundo em que o umbigo vale ouro e a vantagem é a moeda de troca, eu era apenas uma otária.

Guardei para mim minha dor, que era sua, mas refletia em mim. Pensei, refleti, procurei respostas onde não sabia o que encontrar. Mas eu queria entender, porque diante de tanta dor, outros não sentiam, não amavam, não se importavam. Eu fui em busca de um sentimento que, depois de certo tempo, entendi, que o ser humano estava desabilitado a sentir. Empatia.

Não foi fácil entender que entre tantos bilhões de pessoas, poucas  nascem com esse gen. Mas felizmente não foi impossível perceber, depois de realmente entender, que eu não era a única a sentir. Que outras pessoas ainda se importavam, que outros corações também sangravam pela sua dor.

Pouco importa se a sociedade te considera um louco, te enquadra em um lado político, diz que você é trouxa. Também não me interessa se eu coloco o outro em primeiro lugar algumas vezes e muito menos que a recompensa seja um sorriso, mesmo que seja apenas meu.

Entre tantas vacinas que a medicina ainda precisa inventar, uma delas devia ser contra a apatia. Ou um composto, contra a apatia, egoísmo e necessidade de levar vantagem. Por sorte hoje me vejo cercada de pessoas que se preocupam pelo próximo, mas somos uma parcela ainda pequena, diante da vastidão de gente. Porque é mais fácil fingir que o outro não existe do que se colocar no lugar dele. Ao mesmo que é difícil dormir a noite sabendo que o outro sangra quando você está confortável em sua cama quente. Mas no final das contas, eu durmo em paz, porque sei que ao dividir o meu cobertor, esquentei a sua pele fria.

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Pensamentos sacanas

Coloquei meu coração nas tuas mãos. Como bom taurino que és, te apoderastes devagar. Não só do coração, mas também de cada centímetro  de pele que cobre minha alma. Me tornei latifúndio em tua boca. Caminho traçado com a saliva da tua língua. Desenhado pelo toque dos teus dedos. Terra fértil para tuas incursões.

Tentei te devorar instantaneamente. Me saboreastes lentamente. Para que a pressa se o prazer está na tortura dos meus pensamentos sacanas, que insistes em prolongar com a tua voz rouca, me dizendo ao pé do ouvido que temos tempo.

Tempo para mim, que anseio por teus beijos, pelo teu toque, teu pulsar é determinado pela ansiedade de me entregar. Tempo para ti que te deleitas com o meu urgir é sereno e banquete. Sou tua refeição que não tens pressa em degustar.

Se entre nós dois o tempo parece brincar, sendo sentindo por cada um na intensidade das mãos, que parecem não aceitar, a distância determina o resultado da equação, onde dois corpos ocupam o mesmo espaço e ninguém ousará dizer o contrário.

Nessa minha ansiedade e tua vagareza ambos sabemos que o resultado final explode em cores, cheiros e sabores que só duas almas apaixonadas são capazes de se entregar.

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Noites Insones

Eu sinto saudades das noites insones. Das conversas fiadas, as indiretas trocadas, as provocações veladas. Sinto falta de quando não nos preocupávamos com sentimentos complexos. De quando éramos puros, sinceros e não queríamos controlar afetos possíveis.

Procuro ainda pelos dias preguiçosos na memória. O sorriso bobo no rosto. A cara de zumbi do dia seguinte. A cumplicidade de só nós dois sabermos os motivos. Aquela lembrança genuína que fazia o olhar brilhar, a boca se abrir, a felicidade invadir.

Sinto mesmo. Falta, saudade, vontade. De viver de novo, de poder contar ao mundo, de apagar a complicação que criamos para algo que era simples. Ainda não entendo porque não conseguimos manter o que de mais puro existia.

Fomos nós que complicamos. Com manias, controles, regras impostas e medos escancarados. Era tão fácil, ingênuo e transparente. Mas o medo  turvou as vistas. A neblina encobriu o coração e as curvas da estrada foram aceleradas demais.

Ainda assim sinto saudades. Noites e mais noites ao teu lado, tua voz no meu ouvido repetindo para não termos pressa. Me guiando pelo escuro e me encontrando em teu peito. Lembro de nós. Exaustos. Meu corpo encaixado no teu. Teus braços envolta de mim, teu nariz afundado em meu pescoço. Eu dormia feliz, mesmo nas noites de pavor. E os pesadelos que me atormentam não existiam nesses dias.

Sinto saudades. E mesmo que nada possa ser reescrito, que não existam outros finais a serem ensaiados, eu me aninho em teu corpo e deixo a lembrança da tua respiração pesada velar o meu sono.

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De longe

Olhos as fotos coloridas, postadas nas redes sociais, com olhos que brilham e sorrisos sinceros, e tudo que penso é que deveria ser eu ao seu lado. Sei que nada é fingimento. Eu não consegui deixar de estar lá num momento tão importante pra sua vida. Foram noites insones atrás desse objetivo, que era teu e virou meu.

Chorei quando chamaram o teu nome. E chorei dobrado quando foi a ela que tu agradeceu. Porque deveria ser eu. Acompanhei de longe cada gesto trocado entre vocês. A cumplicidade latente que emanava dos olhares que um dia foram meus. Eu sei. Fui eu. E ainda assim eu queria que fosse para mim.

No dia que fechei as portas, joguei a chave fora e sai arrastando a mala velha com as rodas quebradas pelas calçadas tortas, eu não sabia. Não podia imaginar que doeria daquela forma. E nem que você rapidamente encontraria alguém para o meu lugar. Não apenas nos lençóis puídos da cama do apartamento conjugado. Mas alguém que ocupasse o vazio do peito que eu arrombei quando me fui.

Eu sei. Deveria ser eu. Doeu ver que não fui infinita para ti, que ela te faz tão feliz, que existe amor entre vocês. Mas doeu mais ainda saber que eu nunca mais serei o motivo do teu riso, o nome a ser exaltado pela tua voz rouca ou o olhar apaixonado. Porque eu sei que nunca mais serei a tua menina e nunca mais terei o teu bom dia. Serei Apenas o passado, mesmo querendo ser o agora. E a culpa foi toda minha e da mala de rodas quebradas.

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Mais um ciclo

Hoje é meu aniversário. Ok! Mas não estou dizendo isso porque quero parabéns, estou comentando apenas para que vocês entendem o porquê deste texto.

Há algum tempo eu venho pensando na vida. Na vida de uma forma geral, os caminhos que escolhi, as coisas que não previ ou planejei (na verdade a maioria eu não planejei, porque sou impulsiva demais para isso) e as consequências de cada situação.

Eu tenho pensando nisso porque em breve mudaremos de novo. Em breve teremos a chance de zerar o jogo e começar um novo. Seremos nós e em outros lugares. E cada vez que nos mudamos eu sinto como se fosse a possibilidade de me reinventar.

Aliás me reinventar é uma arte que domino bem. Quantas vezes foram necessárias mudar (e não só de cidade, casa), quantas vezes eu larguei tudo e comecei de novo, algo novo, diferente, que eu não sabia absolutamente nada.

Então estou eu, quase chegando nos 4.0 (ok, ainda faltam 3 anos inteiros, mas porra 37 é mais perto de 40 do que de 30), prestes a começar uma nova fase da vida, num lugar novo (que ainda não sabemos qual é), deixar meus amigos para trás, minha rotina, minha vida, minha comodidade e fazer tudo acontecer de novo…

Serão caixas, malas, memórias, recordações e saudades para reorganizar. Terá aquele período de Polyana, encantada com o novo lugar. Depois o período de saudade onde aqui parecerá mil vezes melhor que lá e depois… depois a rotina.

E sabe o que é melhor? É que eu adoro essa sensação. Claro que vou morrer de saudades daqui, como morro de saudades de todos os lugares que já passei, dos amigos que deixei e das histórias incríveis que vivi.

Mas assim como as minhas constantes mudanças, minha nova idade vai me deixar um pouco mais de saudades. E me trazer mais amadurecimento, conquistas e novidades. Que venha os 37 e a nova cidade…

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Se sentires saudades

Se por acaso sentires saudades, saibas que estarei aqui. Talvez seja improvável que penses que um dia existi. Mas costumam dizer os poetas que um verdadeiro amor nunca morre. Não sei se foi amor, se foi verdadeiro, se foi recíproco. Só tenho a certeza que ainda estarei aqui.

Não te iludas também de que ficarei esperando teu chamar. Não é isso, meu amor. A vida continua e outros irão ocupar o espaço vago na cama que deixastes em uma noite fria. Mas quando quiseres retornar, troco os lençóis e escondo todos no armário para te esperar.

Eu não sei se um dia voltarás ou se quer se lembrarás. Mas eu não esquecerei. E com pesar sentirei tua falta a cada segundo. Mesmo quando esses segundos não forem teus. Porque não há de ser a distância que conseguirá aplacar esse fogo que me consome apenas de suspirar teu nome.

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Um dia a gente cresce

Um dia a gente cresce. Cresce e descobre que beijo de mãe não cura as feridas, mas ainda alivia as dores. Percebe que o mundo não gira em torno do nosso umbigo e que muito além das nossas vontades existem regras universais que ninguém entende, mas que se aplicam a tudo que não se explica.

A gente cresce e entende que relacionamentos são mais complicados que aquele amor de escola, que a gente gostava e gostava da outra. Que nem todo mundo sabe amar e que existem pessoas que só sabem machucar.

Cresce e descobre que o principie encantado não vem montado a cavalo e que ele não vai te despertar para a vida com um beijo apaixonado. A gente entende que, ás vezes, só amor e uma casinha não bastam. Que quem casa quer casa, dinheiro e orgasmo.

E quando a gente cresce descobre que tudo que falaram que era feio, proibido ou pecado, é lindo libertador e prazeroso. Que sexo não é sujo, desde que você queira e se cuide.

Crescemos e entendemos que ser mulher é mais do que usar rosa, ser delicada, casar e ter filhos. A gente percebe que ser mulher dói, sangra (e não é porque você ficou menstruada de novo) e afronta.

Um dia eu cresci. Você também. E descobrimos que o mundo está todo errado. Que tiraram nossos direitos nos enchendo de conceitos que não são nossos e sim impostos por uma sociedade que não admite que somos iguais.

A gente cresceu e descobriu, chorando por mais uma amiga, que morremos todos os dias por não sermos as mulheres que queriam que fossemos. Por termos largado as bonecas e descoberto os vibradores.

Eu cresci. E espero que você também. E que a gente consiga entender que para ser mulher é preciso ter coragem. Porque nesse mundo perdido, colo de mãe já não protege. Afinal, ela também é mulher.

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