Rotinas

Todos os dias a gente vive a mesma rotina. Acorda, faz xixi, escova os dentes, toma café, banho, veste, pinta, pega o trânsito, chega no trabalho e é aquele bla bla bla, correria, pancada, confusão e estresse. Depois trânsito de novo, chega em casa, coisas pra arrumar, filhos, cachorro, gato, papagaio, periquito.

É vida que segue, 5 dias por semana, 24 horas por dia, 4 semanas no mês. 12 meses, 11 na verdade porque um é de férias. Quando a gente tira férias, né?

E ai você fica pensando “nossa já estamos na metade do ano”, “nossa o dia precisava ter mais horas”, “nossa eu nem vi o tempo passar”. E a gente não vê mesmo. Não vê porque se torna escravo da rotina, da vida e como gado vamos sendo empurrados pra mais um dia.

Quando foi a última vez que você realmente se divertiu? Sem pensar que no dia isso, que daqui a pouco aquilo?  Quando? Se você demorar mais de 3 segundos para lembrar é porque faz tempo…  É. A vida é assim. A gente cai na rotina e não olha para os lados. Nos preocupamos tanto com todas as coisas que temos que queremos de forma material e esquecemos de viver.

As vezes eu só queria um pouco mais de vida e menos de rotina. Queria um tempo só meu, pra sentar numa grama verdinha e olhar o movimento, sem pensar em nada, pensando em tudo, me inspirando a ver mais a vida.

Eu sei que a gente cresce e tem todas essas coisas chatas da vida adulta pra se preocupar, mas quando a vida estiver no final, será que não vamos pensar o tempo que perdemos agindo no modo automático ao invés de vivermos?

Eu te amo porque sim

Parei de tentar buscar explicações ou lógicas na nossa história. Eu te amo porque sim. Não precisa complementos ou detalhes. Nem nenhum tipo de eufemismo. Te amo. Ponto final.

Te amo porque você me abraça forte. Te amo porque posso fazer qualquer besteira que ainda assim você continua lá. Te amo porque a vida te colocou ali, ao acaso e entre tantas histórias você foi a que vingou.

Amo teu sorriso, teu silêncio matutino e tu língua solta noturna. Amo quando do nada você puxa um assunto e quando da risada de algo sem graça.

Amo o jeito que ri de si mesmo e transforma todas as coisas em piada. Amo quando fica sério, pensativo e da mil explicações furadas.

Amo teu cheiro, teu toque, teu sabor. O calor que emana dos nossos corpos suados no espaço apertado. Amo teu toque em minha pele. Tuas mãos a me conduzir para lugares que ficam mais próximos das estrelas do que da terra firme.

Eu amo teus medos, tuas inseguranças e teus defeitos. Amo o jeito que tenta me agradar e quando liga o foda-se também.

Amo tudo que vivemos, que construímos e que ainda nem pensamos. Até tuas bolas fora. Amo o jeito que pede desculpas e que me consola.

Te amo porque você me conforta, me acolhe, me acalma. Te amo porque é você, do jeito que é, sem mais nem menos.

Amo o jeito que me irrita, tua voz, tua saliva. Amo tudo que em tô habita e tudo que desperta em mim. Te amo porque sim.

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Ansiosa por você

Eu queria entender de onde vem essa ansiedade que me corrói. São borboletas batendo asas de forma desesperada dentro do meu estômago. Mãos que começam a verter água, uma euforia que assola e uma tristeza que encanta. Um sorriso que insiste em ali se instalar só de saber que você vai chegar.

Pareço criança à espera do doce. Cachorro à espera do dono, formiga na volta do açúcar. Mãe em almoço de domingo. São tantas sensações e sentimentos só por escutar tua voz.

Quero tudo, quero nada. Quero você. Agora. Aqui. Pra sempre. Quero que meu peito mantenha a cadência da escola de samba desfilando pela Sapucaí quando meus olhos encontram teu caminhar.

É  um medo bobo que se confunde com o novo sentimento que em mim floresce toda vez que teu sorriso se abre em meu jardim. Eu sou tudo. Sou nada. Na tua mão me sinto completa e me perco entre teus dedos. É tão fácil, tão difícil, tão limpo.

Ninguém explica. Só sinta. Minha ansiedade alimenta a esperança de que seu olhar caia sobre mim. E de que quando cair, dali nunca mais sairá, quem sabe assim me acalmando por inteiro, domando meus desejos e anseios. Meus medos, meus sentimentos.

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Reflexos

Ás vezes me olho no espelho e não me reconheço. As rugas, as manchas e os cabelos brancos me lembram que os 40 estão quase chegando. Mas a minha mente, minhas lembranças e meus trejeitos ainda pensam que tem 20 e poucos.

Eu olho no espelho e o reflexo tem bem mais idade. Alguém avisa a essa pessoa que aparece do outro lado do vidro que eu ainda não cheguei lá? Esqueço que tenho 30, esqueço que sou adulta. Ainda me apaixono milhares de vezes ao dia. Por coisas, gentes e movimentos. Eu ainda acho que vou morrer de amor e que cada dor não vai ter cura.

O reflexo me faz pensar, afinal quem eu sou? Onde foi que eu me perdi que agora me encontro assim? Não é possível que os anos tenham se passado tão depressa. Já não cozinho na primeira fervura, talvez nem na segunda. Eu sei que sou gente grande, mas o meu coração não sabe.

Tão tolo e imaturo ainda, me pergunto se um dia ele amadurecerá. Ou será que amadurecer é isso? É se dar conta que a vida passa por fora. Por dentro, só se você deixar. Eu ainda não me enxergo com 40. Ainda gosto das coisas dos 20… E prefiro a liberdade dos 30. Eu ainda quero as baladas, mas não com a mesma frequência. Ainda quero os amigos sempre por perto, mas de vez em quando um vinho sozinha é o melhor.

Eu já conquistei a casa, o carro, o emprego e aquele carinha dos sonhos. Mas eu ainda quero conquistar o mundo. Eu ainda penso em largar tudo, viver de arte na beira do mar. Ainda quero as viagens de mochila, mas com um hotel confortável no final do dia.

Eu me olho no espelho e não me reconheço. Esse reflexo que insiste em dizer que já não sou mais a mesma me atrapalha a vida. Fala que sou algo que não quero ser. Ou que tenho medo de admitir que já sou. Mas nada que não de para resolver com um novo corte de cabelo e as cores da moda. No final, a gente só é o que a gente quer ser…

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Não importa

Não importa a cor do meu cabelo, dos meus olhos ou da minha pele. Não importa se sou alta ou baixa. Gorda ou magra. Branca ou negra. Flamengo ou fluminense. Não importa se gosto de meninos ou meninas. Não importa de onde eu vim, para onde eu vou. Só importa onde estou.

Não importa se acredito em Cristo, Deus ou energia. Se leio o horoscopo todos os dias ou acho babaquice. Não importa se acredito em amor a primeira vista, se durmo com alguém no primeiro encontro ou se mantenho a minha virgindade intacta. Não importa se defendo o aborto, a vida, a legalização das drogas ou a criminalização.  Não importa se acredito na maioridade criminal.

Não importa se uso vestidos ou calças. Se meu cabelo é curto ou cumprido. Não importa se uso maquiagem ou cara lavada. Também não importa se nos pés são saltos ou tênis. Não importa as escolhas que eu faça, os caminhos que siga, as coisas que deixo para trás. Não importa se isso importa para você.

Não importa se sou casada, tenho filhos, mãe solteira ou não penso em ter crianças. Não importa se me relaciono com pessoas de outro sexo, do mesmo sexo, se me apaixono a todo instante ou se amo eternamente. Não importa se crio expectativas demais ou se espero de menos dos outros. Não importa se estou solteira. Só importa se estou feliz.

A gente se importa demais com a vida dos outros, o jeito do outro, a opinião dos outros. A gente se importa demais com o que não está ao nosso controle, com o que foge de nossos olhos e se esquece de se importar com a única coisa que realmente importa: a gente mesmo.

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Sabemos que a batalha contra o preconceito é árdua e que alguns textos podem te chocar ou mesmo fazer com que você se identifique. Tudo bem se isso acontecer. Não se preocupe! Isso não significa que você seja uma pessoa ruim. Significa apenas que você, assim como tantos outros, precisa mudar.

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Depois da tempestade…

Sempre me disseram que depois da tempestade vem o sol. Ou que depois do furacão vem a calmaria. Não sei. São fenômenos da natureza, que por mais que tenham explicações cientificas ninguém entende bem porque acontecem. A vida não é muito diferente disso. Depois daquela fase bem bad vem um fase bem boa. Mas ai as coisas se repetem.

Altos e baixos. A vida é feita disso. Sofremos, nos recuperamos, sofremos de novo e assim estamos vivendo um ciclo vicioso que parece nunca ter fim. E isso cansa. Eu ando cansada dessa montanha russa, da roleta russa, de tudo russo. Prefiro a calmaria das noites entediantes que o eterno frio na barriga. Quero poder sorrir sem me lembrar ou me preocupar como será o dia seguinte. Dormir e acordar sem o medo do desconhecido.

Eu sei que são fases. Que eu passo, você passa, todo mundo passa. Algumas piores que as outras, outras piores que algumas. Não tem muita lógica ou previsão de como tudo será. E ás vezes eu tento não me importar, tento fingir que não vejo, mas me da um medo só de saber que nesse mundo parece que sempre vence quem é mais filho da puta.

Da desanimo de pensar que quem faz alguma coisa se ferra e quem só ferra os outros se da bem. Será que é tão difícil em vez de odiar amar? Será que é tão difícil apenas viver a sua vida e deixar os outros em paz? Que motivação é essa do ser humano que sempre está tentando ferrar com alguém indiscriminadamente?

Eu quero paz, eu espero paz. Eu quero apenas esquecer que um dia eu me dediquei a algo que me destruiu. Quero apenas que venha o pós tempestade e dessa vez sem que tenha volta em algum ciclo. Fechar essa história, deixar para trás e não me lembrar que um dia isso aconteceu na minha vida. Quero seguir em frente, sem medo do passado.

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Eu me importo

Ontem a noite eu fiquei um pouco chocada com os comentários que eu li em um grupo que administro. Esse post de hoje vai ser bem diferente de tudo que vocês costumam ler por aqui. Vai ser diferente porque eu preciso desabafar em algum lugar e eu preciso crer que existe esperança pra nossa humanidade, que anda mais desumana que qualquer animal irracional.

Eu não me importo se você foi criado em uma sociedade machista e que ache que é certo mulher ficar na cozinha. Eu Não me importo se você acha que depressão é mimimi. Eu não me importo se você acha que gays escolhem ser assim. Eu realmente não me importo se você acha que só é bonito quem é magro. Eu não me importo com o que você acha, pensa  ou sabe.

Mas eu me importo e muito se você, achando qualquer uma dessas coisas acima, machucar outra pessoa, com palavras, gestos ou a exposição de seus pensamentos.

Eu me importo quando você diz que mulher deve se dar o respeito para não ser assediada na rua. Eu tinha apenas 10 anos, nem mulher era ainda, estava de abrigo, andando de bicicleta, quando um homem bloqueou com seu carro a minha passagem e bateu punheta para mim. Onde foi que eu não me dei o respeito para ele fazer isso?

Eu tinha 18 anos, estava num show de rock andando de mãos dadas com meus amigos quando um cara meteu a mão na bunda. Eu nem havia olhado para ele. Mas esse, eu já sabia como me defender e não tive dúvidas em segurar seu saco e torcer e apertar com toda a força que eu poderia.

Eu tinha 24 anos quando meu ex-noivo me agrediu em uma festa, porque eu não gostava mais dele, tinha cansado de seus abuso e resolvi terminar. Parei em uma delegacia. Tinha medo de sair a rua e encontra-lo novamente. Minha mãe me buscava no meu trabalho e me deixava pra eu não correr o risco.

Eu tenho amigas que apanharam por dizer não para um cara em uma balada. Elas não poderiam só querer dançar? Ou não tinham o direito de escolher o carinha com quem queriam ficar?

Eu me importo quando você fala que meu melhor amigo escolheu ser gay. Escolheu e tem que aguentar as consequências de sua escolha. Como se ele houvesse escolhido se vestir com uma calça laranja larga e uma blusa amarela.

Você sabe o que ele passou para conseguir se assumir? Numa sociedade que não normatiza o amor e sim o sexo? Você tem noção de como ele se sentiu ao contar para os pais e saber que de alguma forma não era isso que eles queriam para ele?

Você realmente acha que alguém escolhe correr o risco de encontrar uma pessoa na rua que vai te chamar de bichinha, veadinho ou te espancar só porque você é diferente dele e ele não entende isso?

Eu me importo quando você diz que meu amigo que se matou estava de mimimi. Que ele apenas queria chamar a atenção. Me importo quando você diz que depressão não é doença. Que tristeza e depressão são a mesma coisa.

Meu amigo estava triste. Ele não via saída. Estava tão doente que não percebia que ele precisa se tratar. Então escolheu o único caminho que achava que havia pra ele. O silêncio.

Eu me importo quando você diz que uma pessoa negra precisa se aceitar. Me importo quando você diz que a cor da pele da pessoa não influência em suas chances. Que condição social não é pré-requisito na sociedade.

Eu tinha 11 anos, quando meu pai de criação, que é negro, saiu com amigos e foi abordado por policiais que o espancaram porque ele deu o endereço de uma zona chique e negro não podia morar lá.

E você acha que isso aconteceu apenas uma vez? Não. Outra vez abordaram ele porque o casaco dele era caro e queriam saber de quem ele havia roubado.

E se eu for continuar esse texto sou capaz de escrever um livro com tantas histórias minhas e de outras pessoas a minha volta que em algum momento sofreram por pensamentos como o seu.

Eu não me importo com o que você pensa. Mas me importo quando você abre sua boca ou libera o seus dedos para falar, do conforto  do seu sofá, de coisas que você nunca viveu. De coisas que vão além da sua condição no mundo. Pense como quiser. Pra mim não faz diferença, mas antes de sair expressando sua opinião, se coloque no lugar do outro, não como você, mas como o outro. Isso chama-se EMPATIA e é o que mundo mais precisa agora…

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Minha certeza incerta

Por mais que eu tente não consigo me livrar de você. E eu quero, quero muito poder esquecer, superar, recomeçar. Mas você é aquela cicatriz que demora a curar. Aquela ferida que permanece aberta e quando está quase fechando até sol faz reabrir.

Você não foi ruim. Eu não fui ruim, Nós não fomos ruins juntos. Por isso talvez seja mais difícil admitir que preciso colocar um ponto final nessa história. Chega de reticencias… Mas todas as vezes que tento são exclamações e interrogações que surgem. Por que não eu? Por que não nós? Por que não pode ser?

As coisas mais valiosas que aprendi foram com você. Coisas que me encorajam, me estimulam, me incentivam a seguir em frente. Mesmo que seguir em frente seja superar você. As portas se fecham, as janelas se batem e ainda assim você permanece dentro. Dentro de mim, dentro de nós. Dentro do que um dia não fomos. Ou fomos. Ou não seremos.

Eu sinto falta do teu toque, do teu cheiro, do teu gosto. Mas principalmente da tua voz. Tua voz falando manso no meu ouvido, reafirmando o que eu sempre soube e nunca quis aceitar. Tua voz sussurrando gemidos de um amor que não será. Que não foi. Que não poderá ser.

Me pergunto por quê. Por que não eu? Por que não nós? Por que não pode ser? Me indago e me exibo pensando se não éramos o melhor. Numa realidade paralela, onde não exista passado ou presente, não existam distâncias, vergonhas, mentiras, onde não existam nossas vidas. Nossas idades, nossas cores, nossos sexos. Onde seja apenas eu e você.

Você é aquela cicatriz que não quero que cure. Você é meu machucado mais feliz, a lembrança do que um dia poderia ser e o amor mais improvável de se ter. Você é a minha certeza, incerta. Minha doce ilusão de uma vida diferente. Você é o cara, aquele que sempre vai ser. Mesmo depois dos outros.

É você e nunca será diferente…

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Quando você me ignora

Quando você me ignora eu me enrosco nos travesseiros e choro baixinho. Imagino as respostas que eu gostaria de ouvir e posso até sentir tua respiração no meu cangote. Eu fico quietinha esperando que você me note, mesmo sabendo que isso não vai acontecer.

 Alucino sentindo teu cheiro, teu toque, teu beijo mesmo sem ter. Eu quero apenas que você me note e quanto mais eu quero mais você não corresponde.

Quando você me ignora monto todos os diálogos em minha cabeça. Imagino as respostas, as quebras, as trocas de figurinos e o ato final de nossa história  que nunca passou de mal contada pra você. Eu me encho de energia imaginando cada toque seu ou teus olhos enxergando tudo que quero que só você note. Mas você fecha os olhos, respira fundo e não vê o que eu quero que você perceba.

Então quando eu perco as esperanças você me nota e como se nada tivesse acontecido me dá corda e eu volto ao trailer e imagino uma outra história onde o final é como um clássico em preto e branco com um beijo apaixonado, onde apesar da falta de cor, a gente enxerga tudo iluminado. Onde só você e eu protagonizamos todo o amor do mundo e no final, você me ignora.

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Ninguém controla o amor

Se um dia me dissessem que eu escolheria controlar uma situação ao invés de vivê-la eu não acreditaria. Se alguma cigana previsse que em meu futuro eu me afastaria ao invés de me jogar eu daria uma sonora risada. Se nas runas ou nas cartas de um tarô minha sorte fosse sentenciada com   as minhas decisões eu duvidaria.

Logo eu que me entreguei tantas vezes. Eu que nunca pensei antes de me jogar de cabeça. Eu que fui a mais louca das criaturas, a mais intensa das mulheres e a mais alegre de todas as festas. Eu que curti cada história de amor. Que vivi cada paixão como se fosse a última e cada ultima paixão como se fosse a única.

O amor não é algo que se possa dar corda, configurar ou controlar. Ele entra na nossa vida sem que peça licença. Ele se apossa do que somos, do que temos e de tudo que queremos. A gente não decide mais nada, só quem fala é o amor.

E mesmo sabendo tudo isso, pela primeira vez, eu decido. Decido colocar um ponto final. Controlar meus impulsos, minhas decisões e não me atirar de cabeça. O amor eu não controlo, mais minha vida sim…