O Universo conspira a nosso favor

Tem uma música que diz que o Universo conspira a nosso favor e a consequência do destino é o amor. A música se chama de Janeiro a Janeiro e é linda. De autoria do Nando Reais. Acontece que muita gente não acredita na energia do Universo ou em destino. Mas também não sabe explicar aquelas voltas que o mundo da e que fazem, mesmo com todas as suas escolhas, você parar exatamente no mesmo lugar.

O que você acredita que seja isso? Eu penso que é o Universo, conspirando para que as coisas aconteçam do jeito que ele quer. Ás vezes, de uma forma meio torta, ou até como uma criança fazendo pirraça… Mas sempre mexendo seus dedinhos invisíveis para nos fazer chegar onde ele quer.

Sabe aquela história de fulano que conheceu fulana, nunca mais se viram e anos depois se encontram? Foi ele… o Universo! De um jeito ou de outro ele une o que é para ser unido e separa o que não é para ficar junto… Pode parecer uma maneira simplista de ver a vida e tirar a culpa de nossos ombros, já que nossas escolhas não influenciariam em nada… Mas é reconfortante, saber que de alguma forma, as coisas vão acontecer porque terão que acontecer…

Eu sei que o Universo deu voltas e voltas, para no final me fazer chegar onde estou. Talvez eu tivesse encontrado a linha de chegada antes, se não fosse cabeça dura. Mas se isso acontecesse eu não teria passado por tantas experiências que me fizeram ser exatamente o que sou hoje. Foi ele. Com certeza. Fez eu viver o que era necessário para poder chegar onde deveria.

De um jeito ou de outro, eu agradeço ao Universo, a sua energia, suas voltas e seus truques. E espero que as próximas aventuras tenham ainda mais conspirações… de preferência sempre positivas, para que eu possa continuar vagando e me enganando que quem manda em minha vida sou eu. Ou me iludindo que no final o Universo dará um jeito… Tanto faz. Eu sou feliz assim.

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Sua dor dói em mim

Das coisas que aprendi na vida, a mais difícil foi aceitar que a dor que é provocada em ti, reflete em mim. Eu tentei, por vezes fingi, neguei, fiquei alheia, fiz pouco caso, mas não evitei. Lá no fundo, onde só nós enxergamos, suas dores me causavam desconforto.

Então tentei assumir. Tornar publico, dizer para o mundo, a plenos pulmões, que eu realmente sentia, me importava, queria estancar seu sangue para aliviar o meu peito. E fui chacoteada. Virei motivo de piada, porque dizer que eu sentia tanto quanto você, nesse mundo em que o umbigo vale ouro e a vantagem é a moeda de troca, eu era apenas uma otária.

Guardei para mim minha dor, que era sua, mas refletia em mim. Pensei, refleti, procurei respostas onde não sabia o que encontrar. Mas eu queria entender, porque diante de tanta dor, outros não sentiam, não amavam, não se importavam. Eu fui em busca de um sentimento que, depois de certo tempo, entendi, que o ser humano estava desabilitado a sentir. Empatia.

Não foi fácil entender que entre tantos bilhões de pessoas, poucas  nascem com esse gen. Mas felizmente não foi impossível perceber, depois de realmente entender, que eu não era a única a sentir. Que outras pessoas ainda se importavam, que outros corações também sangravam pela sua dor.

Pouco importa se a sociedade te considera um louco, te enquadra em um lado político, diz que você é trouxa. Também não me interessa se eu coloco o outro em primeiro lugar algumas vezes e muito menos que a recompensa seja um sorriso, mesmo que seja apenas meu.

Entre tantas vacinas que a medicina ainda precisa inventar, uma delas devia ser contra a apatia. Ou um composto, contra a apatia, egoísmo e necessidade de levar vantagem. Por sorte hoje me vejo cercada de pessoas que se preocupam pelo próximo, mas somos uma parcela ainda pequena, diante da vastidão de gente. Porque é mais fácil fingir que o outro não existe do que se colocar no lugar dele. Ao mesmo que é difícil dormir a noite sabendo que o outro sangra quando você está confortável em sua cama quente. Mas no final das contas, eu durmo em paz, porque sei que ao dividir o meu cobertor, esquentei a sua pele fria.

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Noites Insones

Eu sinto saudades das noites insones. Das conversas fiadas, as indiretas trocadas, as provocações veladas. Sinto falta de quando não nos preocupávamos com sentimentos complexos. De quando éramos puros, sinceros e não queríamos controlar afetos possíveis.

Procuro ainda pelos dias preguiçosos na memória. O sorriso bobo no rosto. A cara de zumbi do dia seguinte. A cumplicidade de só nós dois sabermos os motivos. Aquela lembrança genuína que fazia o olhar brilhar, a boca se abrir, a felicidade invadir.

Sinto mesmo. Falta, saudade, vontade. De viver de novo, de poder contar ao mundo, de apagar a complicação que criamos para algo que era simples. Ainda não entendo porque não conseguimos manter o que de mais puro existia.

Fomos nós que complicamos. Com manias, controles, regras impostas e medos escancarados. Era tão fácil, ingênuo e transparente. Mas o medo  turvou as vistas. A neblina encobriu o coração e as curvas da estrada foram aceleradas demais.

Ainda assim sinto saudades. Noites e mais noites ao teu lado, tua voz no meu ouvido repetindo para não termos pressa. Me guiando pelo escuro e me encontrando em teu peito. Lembro de nós. Exaustos. Meu corpo encaixado no teu. Teus braços envolta de mim, teu nariz afundado em meu pescoço. Eu dormia feliz, mesmo nas noites de pavor. E os pesadelos que me atormentam não existiam nesses dias.

Sinto saudades. E mesmo que nada possa ser reescrito, que não existam outros finais a serem ensaiados, eu me aninho em teu corpo e deixo a lembrança da tua respiração pesada velar o meu sono.

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Mais um ciclo

Hoje é meu aniversário. Ok! Mas não estou dizendo isso porque quero parabéns, estou comentando apenas para que vocês entendem o porquê deste texto.

Há algum tempo eu venho pensando na vida. Na vida de uma forma geral, os caminhos que escolhi, as coisas que não previ ou planejei (na verdade a maioria eu não planejei, porque sou impulsiva demais para isso) e as consequências de cada situação.

Eu tenho pensando nisso porque em breve mudaremos de novo. Em breve teremos a chance de zerar o jogo e começar um novo. Seremos nós e em outros lugares. E cada vez que nos mudamos eu sinto como se fosse a possibilidade de me reinventar.

Aliás me reinventar é uma arte que domino bem. Quantas vezes foram necessárias mudar (e não só de cidade, casa), quantas vezes eu larguei tudo e comecei de novo, algo novo, diferente, que eu não sabia absolutamente nada.

Então estou eu, quase chegando nos 4.0 (ok, ainda faltam 3 anos inteiros, mas porra 37 é mais perto de 40 do que de 30), prestes a começar uma nova fase da vida, num lugar novo (que ainda não sabemos qual é), deixar meus amigos para trás, minha rotina, minha vida, minha comodidade e fazer tudo acontecer de novo…

Serão caixas, malas, memórias, recordações e saudades para reorganizar. Terá aquele período de Polyana, encantada com o novo lugar. Depois o período de saudade onde aqui parecerá mil vezes melhor que lá e depois… depois a rotina.

E sabe o que é melhor? É que eu adoro essa sensação. Claro que vou morrer de saudades daqui, como morro de saudades de todos os lugares que já passei, dos amigos que deixei e das histórias incríveis que vivi.

Mas assim como as minhas constantes mudanças, minha nova idade vai me deixar um pouco mais de saudades. E me trazer mais amadurecimento, conquistas e novidades. Que venha os 37 e a nova cidade…

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Sabemos que a batalha contra o preconceito é árdua e que alguns textos podem te chocar ou mesmo fazer com que você se identifique. Tudo bem se isso acontecer. Não se preocupe! Isso não significa que você seja uma pessoa ruim. Significa apenas que você, assim como tantos outros, precisa mudar.

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Um dia a gente cresce

Um dia a gente cresce. Cresce e descobre que beijo de mãe não cura as feridas, mas ainda alivia as dores. Percebe que o mundo não gira em torno do nosso umbigo e que muito além das nossas vontades existem regras universais que ninguém entende, mas que se aplicam a tudo que não se explica.

A gente cresce e entende que relacionamentos são mais complicados que aquele amor de escola, que a gente gostava e gostava da outra. Que nem todo mundo sabe amar e que existem pessoas que só sabem machucar.

Cresce e descobre que o principie encantado não vem montado a cavalo e que ele não vai te despertar para a vida com um beijo apaixonado. A gente entende que, ás vezes, só amor e uma casinha não bastam. Que quem casa quer casa, dinheiro e orgasmo.

E quando a gente cresce descobre que tudo que falaram que era feio, proibido ou pecado, é lindo libertador e prazeroso. Que sexo não é sujo, desde que você queira e se cuide.

Crescemos e entendemos que ser mulher é mais do que usar rosa, ser delicada, casar e ter filhos. A gente percebe que ser mulher dói, sangra (e não é porque você ficou menstruada de novo) e afronta.

Um dia eu cresci. Você também. E descobrimos que o mundo está todo errado. Que tiraram nossos direitos nos enchendo de conceitos que não são nossos e sim impostos por uma sociedade que não admite que somos iguais.

A gente cresceu e descobriu, chorando por mais uma amiga, que morremos todos os dias por não sermos as mulheres que queriam que fossemos. Por termos largado as bonecas e descoberto os vibradores.

Eu cresci. E espero que você também. E que a gente consiga entender que para ser mulher é preciso ter coragem. Porque nesse mundo perdido, colo de mãe já não protege. Afinal, ela também é mulher.

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Pessoas nocivas

As vezes eu tendo entender a lógica das pessoas nocivas. Como ervas daninhas que se infiltram em campos floridos, as pessoas negativas se infiltram no meio de nós. E quando menos percebemos nos contagiam com sua energia.

Não acho que fazem por mal. Ao contrário disso, na maioria das vezes, acredito que fazem para se proteger. Só que não percebem que ao se esconder acabam dissipando veneno pelos poros.

Sabe aquela pessoa que quando todos comemoram, joga um balde de água fria, fingindo-se de sincera, para esconder sua frustração. Todos querem ir a festa, ela não pode. Mas em vez de ser realmente sincera e dizer que não ir ir precisa dizer que não vai porque não quer, porque a festa estará cheia, quente…

Não. Isso não é sinceridade. Isso é veneno, é máscara, é se esconder dos próprios sentimentos. É medo da frustração.

Eu gosto de pessoas sinceras. Mas ao contrário do que maioria diz sinceridade nada tem a ver com grosseria. Sinceridade é também empatia. Sinceridade é dizer o que pensa, sem tentar atingir o outro. Quando você usa da sua sinceridade pra machucar, isso se chama maldade.

Depois de um certo tempo descobri que pessoas assim, usam tanta máscaras e desculpas para continuarem perpetuando a negatividade que a única coisa que podemos fazer é mantê-las distantes. E quando é inevitável o convívio, apenas não deixamos que a sua energia nos contagie.

Porque o mundo precisa demais de pessoas que pensem diferente, que não tenham medo de se expor e expor suas verdades, mas principalmente o mundo precisa de mais gente honesta, sincera e que saibam se colocar no lugar do outro.

Acredite em você

Das coisas que eu já aprendi nessa vida, a mais importante foi acreditar. Não acreditar em alguém, em um Deus, em sentimentos, pessoas ou palavras. Mas acreditar em mim mesma. Nas minhas vontades, sonhos, desejos, objetivos.

Acredite. Pode ser bem mais difícil do que parecer. Sabe aquele sonho que você tem, guardado no fundinho do coração, que sempre que você imagina um sorriso bobo insiste em se apossar do seu rosto é um brilho diferente surge no seu olhar? É ele.

Muitas pessoas vão dizer que é bobagem, que isso não dá dinheiro, que precisa de sorte, que você não tem talento suficiente ou que nunca dará certo. E provavelmente, você vai acreditar nessas pessoas.

Porque nós sempre achamos que os outros estão certos. Até mesmo a pessoa mais teimosa, na hora em que deve acreditar, escolhe os outros.

E o sonho continua lá. Te arrancando suspiros, sorrisos e te acalentando de todas as outras coisas que você não queria fazer, mas fez porque o sonho era impossível, e não deram certo. E te deixaram frustrada.

Dizem que se pedimos muito algo para o Universo ele nos concede. Também costumam dizer que se a gente trabalha duro, qualquer sonho é possível. Basta trabalho e paciência.

Não sei se acredito nessas coisas. É fato que ninguém tem bola de cristal para saber como as coisas vão acontecer no futuro. Decisões que tomamos ontem, hoje podem não fazer mais sentido, porque tudo muda conforme as circunstância que estamos vivendo.

Então eu te pergunto: Por que não? O que você irá perder se acreditar no seu sonho? Ele já não existe mesmo além da sua imaginação… se não der certo, vai continuar sendo um sonho, mas pelo menos você tentou.

Eu sonhei com coisas impossíveis, acreditei em cada uma delas. Algumas não tive paciência de esperar, outras trabalhei duro, esperei, pedi ao Universo e conquistei.

Ainda sonho… sonho demais. Sonho alto. Mas para cada sonho eu crio uma estratégia. Eu traço um plano e corro atrás. Eu acredito nos meus sonhos e com paciência vou transformando a minha realidade.

E aqueles que não deram certo… não eram para ser, porque talvez existissem coisas maiores para acontecer, ou eu estava apostando as minhas fichas no sonho errado… Vai saber…

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Quando você me excluiu

Quando você me excluiu da sua vida eu perdi o chão. Mesmo com tantas idas e vindas eu não esperava, que um dia, finalmente tudo se findasse. Eu sempre imagina que depois de uns dias, tudo voltaria ao normal. Fingiríamos que nada aconteceu e seguiríamos em frente. Mas aí você seguiu. Sozinho.

Quando você simplesmente sumiu algo se estilhaçou dentro de mim. Eu imaginei que você apareceria para juntar meus pedaços, costurar os retalhos, colar os cacos. Pensei que poderia levar alguns dias. Talvez um mês para que você estivesse ao meu lado novamente. Mas você não voltou. Nunca.

Quando você nem me deu tchau tive certeza que não seria para sempre. Era mais uma fase em que precisávamos estar distantes. Em que viveríamos outras histórias e voltaríamos ao ponto de partida juntos. Mas você não voltou. Mais

Então eu entendi. Entendi que dependia mais de ti do que eu necessitava. Descobri que eu era capaz de juntar meus próprios pedaços, usar cola ou linha e colocar tudo nos devidos lugares. Até melhor do que você fazia, porque ninguém melhor do que eu mesma para saber como quero cada coisa em minha vida.

Imaginei que seria difícil, que ficaria sozinha para sempre. Que nunca superaria sua ausência. Perdi tempo chorando lagrimas que não eram por você. Eram por mim. Eram pela falta que eu vazia a mim mesma. Mas um dia eu sorri. Sorri e descobri que eu basto. Quando você me deixou de uma vez, você me libertou. E eu pude entender que eu sou melhor sem você.

O Senhor de todas as coisas

Dizem que o tempo é o senhor de todas as coisas. Que ele cura as dores de amor, as desilusões e sofrimentos. Que apenas ele é capaz de esquecer tudo que um dia foi ou não.  Até mesmo as marcas mais profundas ele alivia.

Como aquela cicatriz do joelho ralado que com o passar dos anos foi diminuindo e se tornou apenas um borrão na pele. Ou aquele beijo apaixonado de quando se era adolescente, que hoje apenas parece uma ação. Sem memórias de cheiros, gostos e sensações.

Dizem que o tempo alivia a dor da saudade, a falta do outro,  ensina a conviver com as ausências.  Ele também pode ser o culpado pelas chances que deixamos passar. Quem nunca usou a desculpa da falta de tempo para não fazer algo que não estava tão afim assim?

O tempo é relativo apesar de sua contagem ser extremamente precisa. Quando queremos ter tempo ele existe. Quando não queremos, ele é escasso. Ás vezes segundos duram a eternidade na ansiedade de uma resposta. Ou horas viram segundos na euforia de um momento.

Não sei bem se hoje tenho mais tempo ou menos tempo que antes. Na teoria, a cada aniversário que passa, eu tenho menos tempo para fazer tudo que ainda quero um dia fazer. Na prática, aprendi que eu comando meu tempo e que aproveita-lo ou não depende muito mais dele do que dos ponteiros do relógio.

Já não concordo mais que o senhor de todas as coisas me é capaz de fazer esquecer. Não observo com ansiedade o seu passar, como há vinte anos vazia. Hoje lhe peço piedade para que seja devagar. E leve. Para que eternize os momentos de felicidade, porque os de tristeza eu já deixei para lá.

Se o tempo é o senhor de tudo e tudo depende dele, quero sempre mais tempo. Mais tempo para viver, para amar, para sorrir, para sentir. Quero que ele seja eterno nos dias ensolarados. E nos nublados também. Afinal, o que seria de nós se não houvesse todas as experiências?

Me falta tempo. Mas me sobra também. E nesse jogo de esconde esconde da vida, onde quem comanda são os dias do calendário, eu me pergunto quanto tempo perdi durante anos me preocupando com as coisas erradas. Porque hoje eu entendo bem mais do relativismo temporal, do que quando eu me deixei levar pela ansiedade de crescer.

O tempo não volta atrás. É impossível querer que ele lhe devolva os anos que passaram. Não existe a possibilidade de que ele pare também para que você aproveite agora cada segundo eternamente. Só nos resta então pedir que ele seja doce e saber que aproveitar ou não o tempo, depende mais de você do que dele.

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Uma mulher que só pensa em casar, uma pessoa que se sente marciana, encontros, desencontros e reencontros de amor,  um homem que se sente atraído por uma mulher, uma mulher que se apaixona novamente pelo colega de escola, alguém que é traído, alguém que está apaixonado e alguém que sente uma saudade infinita. 
Sentimentos, palavras, alucinações , sonhos e vontades. Medos, loucuras, desejos,  poesia, prosa, causos, lágrimas e amor.
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Me livrar de você

Eu tentei. Eu juro que tentei. Não é aquelas desculpas esfarrapadas que a gente da quando quer fugir de alguma coisa. Eu me esforcei. Coloquei toda a minha energia e concentração.

Apaguei teu número da minha agenda, deletei as fotos, as conversas e até os pensamentos. Bloquei meu acesso a teu perfil em todas as redes sociais e escrevi um lembrete na parede do meu quarto. “Nunca mais pensar nele”. Nada adiantou.

Eu não fui capaz de fazer com que o destino entendesse que não poderia mais nos cruzar. E falhei em avisar todas as estações de rádio que a nossa música não podia mais tocar. O padeiro não levou a sério quando eu disse que sonhos com creme de baunilha não podiam mais ser vendidos. E o carteiro se recusa a não entregar qualquer carta tua.

Eu juro. Eu me esforcei. Mas para onde quer que eu olhe um pedaço teu lá está. Em tudo que eu faço, fujo, corro, choro, até quando não faço, teu sorriso fica a me lembrar.

O Universo não entendeu que era o fim. Ele insiste que é uma pausa, que é um momento, uma deixa. Ele te coloca na mesa do bar sabendo que lá eu vou estar. Te deixa ir no mercado, mesmo que eu esteja lá.

Já pedi, já rezei, já orei. “Senhor me livra de encontrar”, mas acho que Deus entende mais o que eu penso do que o que eu peço. Não é possível que quanto mais eu rezo, mais eu encontro você.

E assim fica difícil me livrar. Me salvar. Te esquecer. Me encontrar. Eu tentei, eu juro que tentei. Mesmo que a única coisa que eu realmente queira é você.

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É possível que um bate papo virtual desperte a vontade de recomeçar a vida depois de perder seu grande amor e tentar o suicido? Em “Sexo Real, Amor sem igual” é a vez de Leonardo contar sua história e como foi superar os medos e traumas de Marina após de conhecerem. 

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