Category: Causos
Momentos
Noites de verão
Um dia normal
Coisas da vida
Desde o primeiro dia em que se viram Fabiana pensava: “Como pode a gente não estar juntos?”. O engraçado é que eram amigos, parceiros em todos os sentidos. Eram colegas de faculdade, faziam todos os trabalhos juntos. Conseguiram estágio no mesmo lugar. Iam e voltavam da faculdade e do estágio sempre os dois. Gostavam do mesmo tipo de música, de filme, de festa, das mesmas bebidas. Acabara, tornando-se confidentes. Mas naquele dia viraram amantes. Tudo começou numa brincadeira sem nexo de amigos dançando. Uma noite qualquer, apenas mais uma festa. Uma noite linda.
Fazia tempo que Bernardo havia terminado um namoro longo e que havia abalado suas estruturas. Procurava, na verdade, ele um grande amor. Fabiana levava sua vidinha tranquila com um casinho pacato demais para a vida dela, sempre tão agitada.
Sei lá porque de uma dança juntos, passou a ser todas. Um abraço virou um beijo envergonhado na bochecha. E do beijo envergonhado as mãos se deram e das mãos saíram labaredas que chamuscavam o corpo inteiro. O beijo ardente aconteceu naturalmente e daí a saírem juntos da festa e irem pra casa de Bernardo foi simples. O complicado foi o acordar e se encararem. O que havia acontecido? Uma noite apenas?
A duvida agora pairava no ar. Como se olhariam, como seria o próximo dia? Ambos sabiam que não existia nada mais além daquele desejo. Poderiam manter uma amizade e o desejo latente sem se machucarem ou sem um dos dois se apaixonarem? As duvidas dela eram pertinentes as dele. Precisaria-se saber quem daria o primeiro passo, quem teria coragem de dar o primeiro oi. Quem fingiria que nada aconteceu?
O moço gentil
Essa tal de TPM…
O sonho acabou
Uma história de amor, um emprego, uma viagem, uma mudança, uma arrumação, mesmo que seja do guarda roupa, trazem sentimentos, ações e reações. Não tenho muito propósito, nem assunto, nem motivo, só lágrimas fugindo dos olhos. Não sei se estou triste ou feliz, só sei que mais um sonho se acabou. Outros virão, mais fortes, mais eternos, mais apaixonados e terminarão também. Porque a vida é assim. Feita de ciclos.
Eu queria ser perfeita, agradar a todos, entender a todos, aceitar todos, mas não sou. Ninguém é.
O que me resta é chorar pelo sonho findado, me permitir sofrer por ele, ficar de luto e esperar cicatrizar. Porque tudo cicatriza. Não há dor que seja eterna. Porque depois disso eu estarei pronta pra sonhar de novo, pra lutar de novo, pra me entregar a outro sonho, um sonho melhorado, aperfeiçoado e quem sabe infinito. Como dizia o poeta infinito enquanto dure. Milhares de sonhos virão, milhares se acabarão, milhares perdurarão, alguns por toda eternidade…