A dança principal

Sabe aqueles sonhos que tão reais você custa a entender que são sonhos? Pois é. Sonhei assim com você. Era tudo tão possível e cotidiano que custei a entender quando abri os olhos que estava numa cama longe de você.

Algumas teorias dizem que nossos sonhos são resgates do inconsciente. Outras dizem que são o encontro das almas. Para mim todas as teorias fazem sentido. Nossas almas se encontram desesperadas de carinho e atenção quando dormimos já que acordadas não permitimos que esse encontro aconteça.

Eu sempre ouvi que se duas pessoas querem ficar juntas elas dão um jeito e ficam. Tudo muito romântico e utópico em uma vida que não nos permite apenas seguir nossos impulsos. Às vezes me pego pensando o que teria acontecido se fossemos só vontades. Se não tivéssemos tanto medo das consequências e mais coragem.

As coisas não são tão simples como deveriam. Nós não somos simples. Em uma complexa teia de medos, traumas, certezas, lágrimas e risos nos prendemos ao que conhecemos. Para que arriscar, nos perguntamos… e se não der certo, indagamos…

Fizemos escolhas. Optamos pelo platônico e confiável. Não arriscamos, ambos tinham muito a perder. Então nesses caminhos descruzados e nas bifurcações da vida separamos nossos destinos. Mas como somos feitos de sonhos, à noite, quando nada nos prende, nos encontramos e vivemos todo o amor que existe.

Permitimos o encontro das almas nesse universo paralelo para que elas possa aplacar um pouco da dor que sentem de estarem separadas. Talvez não seja nessa vida, estamos só ensaiando a dança principal para uma próxima…

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É possível que um bate papo virtual desperte a vontade de recomeçar a vida depois de perder seu grande amor e tentar o suicido? Em “Sexo Real, Amor sem igual” é a vez de Leonardo contar sua história e como foi superar os medos e traumas de Marina após de conhecerem. 

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Uma carta para nunca ser enviada

Eu nem sei o que dizer…  Tão difícil falar daquilo que a gente não quer que ninguém saiba. E eu nunca enviarei essa carta porque por mais que eu queira eu não tenho coragem. Ás vezes ela falta na vida, ás vezes a gente deixa coisas de lado, ás vezes eu tenho medo.

Tenho medo de mim, de ti, de nós. Tenho medo do que eu esqueci de falar e do que eu também não quero mais lembrar. Tenho medo de confessar, de admitir, de pronunciar o que eu quero esconder. É mais fácil assim, deixar tudo como está e esquecer o que passou.

Mas nem sempre o mais fácil é o que a vida quer. Os caminhos estão aí para explorarmos e as possibilidades te levam longe. Eu quero ficar perto do que é seguro e por isso admitir que eu tenho algo a dizer é o mesmo que me lançar ao mar sem colete salva vidas.

Prefiro seguir no silêncio do que não foi dito, a expor aquilo que sinto. Decisão fácil, já que o que me mantem forte é tudo que só eu sei e guardo no peito. Não precisa testemunhas ou cartas para confessar que bem lá no fundo eu ainda lembro de todos os detalhes do que vivemos.

Eu não quero enviar essa carta, porque ai não seria mais segredo que eu ainda amo você.

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O blog Causos & Prosas participa do Projeto Cartas, juntamente com o blog parceiro Carpe Diem
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Depois da tempestade…

Sempre me disseram que depois da tempestade vem o sol. Ou que depois do furacão vem a calmaria. Não sei. São fenômenos da natureza, que por mais que tenham explicações cientificas ninguém entende bem porque acontecem. A vida não é muito diferente disso. Depois daquela fase bem bad vem um fase bem boa. Mas ai as coisas se repetem.

Altos e baixos. A vida é feita disso. Sofremos, nos recuperamos, sofremos de novo e assim estamos vivendo um ciclo vicioso que parece nunca ter fim. E isso cansa. Eu ando cansada dessa montanha russa, da roleta russa, de tudo russo. Prefiro a calmaria das noites entediantes que o eterno frio na barriga. Quero poder sorrir sem me lembrar ou me preocupar como será o dia seguinte. Dormir e acordar sem o medo do desconhecido.

Eu sei que são fases. Que eu passo, você passa, todo mundo passa. Algumas piores que as outras, outras piores que algumas. Não tem muita lógica ou previsão de como tudo será. E ás vezes eu tento não me importar, tento fingir que não vejo, mas me da um medo só de saber que nesse mundo parece que sempre vence quem é mais filho da puta.

Da desanimo de pensar que quem faz alguma coisa se ferra e quem só ferra os outros se da bem. Será que é tão difícil em vez de odiar amar? Será que é tão difícil apenas viver a sua vida e deixar os outros em paz? Que motivação é essa do ser humano que sempre está tentando ferrar com alguém indiscriminadamente?

Eu quero paz, eu espero paz. Eu quero apenas esquecer que um dia eu me dediquei a algo que me destruiu. Quero apenas que venha o pós tempestade e dessa vez sem que tenha volta em algum ciclo. Fechar essa história, deixar para trás e não me lembrar que um dia isso aconteceu na minha vida. Quero seguir em frente, sem medo do passado.

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Para Aline

Menina bonita do sorriso largo, sempre disposta a ajudar. As mãos que curam, que acolhem e acariciam. Do ventre 3 filhos pariu, do coração são tantos espalhados por aí que as contas já perdeu. Não tem tempo ruim e se tiver, está isolado dentro do peito. Pra fora é só sol e mar.

Das perdas que teve na vida, a perda de tempo é a que mais lhe aflige. Das outras guarda as saudades. Se permite chorar sempre que as lágrimas insistem em não se segurarem, não é feio chorar. Feio é não sentir.

Se dedica de corpo e alma para aquilo que escolheu. Demorou mas o Deus atendeu. Cuidar e amar, sua vocação e seu dom, ali escolhidos pra cada vez mais se espalhar. E se fosse passarinho, ainda assim seria leoa.

Ela é diva sem querer ser. É linda por fora, mas é o que está por dentro que transborda a alma. Um sorriso, um riso, uma luz. Por onda passa ilumina, aquece. Se perde dentro de sim e se encontra fora do mundo. Mas que graça teria tudo se não fosse assim?

Menina bonita que nasceu para encantar. Não se amedronta na briga, mas prefere apaziguar. Não se esquece do que passou, do que pediu, do que orou e agradece por tudo que conquistou. Para si, para mim, para você, para todos.

Se eu pudesse te arrancar um sorriso além de todos, seria dizendo que o teu carinho fugiu dos meus dedos e escapou nesses versos, que são apenas para ti que me fez sorrir.  Obrigada pelo seu carinho e sinta-se feliz pois especial a ti não existe mais ninguém.

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Fui marcada pela Aline Soares no facebook em uma brincadeira. Se o escritor marcado não respondesse em 5 minutos teria que fazer um texto exclusivo pro leitor. Além da honra de ser lembrada a Aline ainda deixou uma mensagem super carionhosa. Esse texto é para ela. Pura gratidão pela lembrança e admiração pela pessoa que é.

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Eu me importo

Ontem a noite eu fiquei um pouco chocada com os comentários que eu li em um grupo que administro. Esse post de hoje vai ser bem diferente de tudo que vocês costumam ler por aqui. Vai ser diferente porque eu preciso desabafar em algum lugar e eu preciso crer que existe esperança pra nossa humanidade, que anda mais desumana que qualquer animal irracional.

Eu não me importo se você foi criado em uma sociedade machista e que ache que é certo mulher ficar na cozinha. Eu Não me importo se você acha que depressão é mimimi. Eu não me importo se você acha que gays escolhem ser assim. Eu realmente não me importo se você acha que só é bonito quem é magro. Eu não me importo com o que você acha, pensa  ou sabe.

Mas eu me importo e muito se você, achando qualquer uma dessas coisas acima, machucar outra pessoa, com palavras, gestos ou a exposição de seus pensamentos.

Eu me importo quando você diz que mulher deve se dar o respeito para não ser assediada na rua. Eu tinha apenas 10 anos, nem mulher era ainda, estava de abrigo, andando de bicicleta, quando um homem bloqueou com seu carro a minha passagem e bateu punheta para mim. Onde foi que eu não me dei o respeito para ele fazer isso?

Eu tinha 18 anos, estava num show de rock andando de mãos dadas com meus amigos quando um cara meteu a mão na bunda. Eu nem havia olhado para ele. Mas esse, eu já sabia como me defender e não tive dúvidas em segurar seu saco e torcer e apertar com toda a força que eu poderia.

Eu tinha 24 anos quando meu ex-noivo me agrediu em uma festa, porque eu não gostava mais dele, tinha cansado de seus abuso e resolvi terminar. Parei em uma delegacia. Tinha medo de sair a rua e encontra-lo novamente. Minha mãe me buscava no meu trabalho e me deixava pra eu não correr o risco.

Eu tenho amigas que apanharam por dizer não para um cara em uma balada. Elas não poderiam só querer dançar? Ou não tinham o direito de escolher o carinha com quem queriam ficar?

Eu me importo quando você fala que meu melhor amigo escolheu ser gay. Escolheu e tem que aguentar as consequências de sua escolha. Como se ele houvesse escolhido se vestir com uma calça laranja larga e uma blusa amarela.

Você sabe o que ele passou para conseguir se assumir? Numa sociedade que não normatiza o amor e sim o sexo? Você tem noção de como ele se sentiu ao contar para os pais e saber que de alguma forma não era isso que eles queriam para ele?

Você realmente acha que alguém escolhe correr o risco de encontrar uma pessoa na rua que vai te chamar de bichinha, veadinho ou te espancar só porque você é diferente dele e ele não entende isso?

Eu me importo quando você diz que meu amigo que se matou estava de mimimi. Que ele apenas queria chamar a atenção. Me importo quando você diz que depressão não é doença. Que tristeza e depressão são a mesma coisa.

Meu amigo estava triste. Ele não via saída. Estava tão doente que não percebia que ele precisa se tratar. Então escolheu o único caminho que achava que havia pra ele. O silêncio.

Eu me importo quando você diz que uma pessoa negra precisa se aceitar. Me importo quando você diz que a cor da pele da pessoa não influência em suas chances. Que condição social não é pré-requisito na sociedade.

Eu tinha 11 anos, quando meu pai de criação, que é negro, saiu com amigos e foi abordado por policiais que o espancaram porque ele deu o endereço de uma zona chique e negro não podia morar lá.

E você acha que isso aconteceu apenas uma vez? Não. Outra vez abordaram ele porque o casaco dele era caro e queriam saber de quem ele havia roubado.

E se eu for continuar esse texto sou capaz de escrever um livro com tantas histórias minhas e de outras pessoas a minha volta que em algum momento sofreram por pensamentos como o seu.

Eu não me importo com o que você pensa. Mas me importo quando você abre sua boca ou libera o seus dedos para falar, do conforto  do seu sofá, de coisas que você nunca viveu. De coisas que vão além da sua condição no mundo. Pense como quiser. Pra mim não faz diferença, mas antes de sair expressando sua opinião, se coloque no lugar do outro, não como você, mas como o outro. Isso chama-se EMPATIA e é o que mundo mais precisa agora…

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Memórias

Em uma mala velha guardo minhas recordações. São fotografias antigas, bilhetes rasgados, papeis de bala, de chocolate, ingressos de cinema, de shows. Contas de restaurantes. São pedaços de uma vida que um dia foi minha. Foi nossa. Existem flores secas, desenhos e até um rótulo de vinho gravado com nosso nome. É um pedaço da gente, de mim, de ti, de nós.

Não são memórias aleatórias. São desejos que não se cumpriram, são vontades realizadas. São histórias que quero lembrar para sempre, mesmo se o pra sempre acabe. São fotografias de dias felizes e tristes também. É tudo que eu sou, que eu fui, que eu serei. Não existe limite para as lembranças dentro da mala velha. Sempre cabe algo novo, mesmo que antigo.

Eu não me desfaço da minha mala. Seria como limpar um HD cheio de histórias ou perder a memória. Sacrilégio, eu diria. Seria como me esquecer de você. Impossível. Se metade de mim não lembrar de tudo que aconteceu, a mala me lembrará. Se um dia, por algum motivo, eu não tiver mais teu cheiro, ele lá estará.

Sou feita dessas lembranças. Sou feita das cicatrizes da vida. Sou feita do teu amor. Sou feita de tudo que vivi, de tudo que sonhei, de tudo que me recordo e de tudo que senti. Sou feita de sorrisos, dos meus, dos teus, dos nossos. De fotografias mal tiradas que guardam bem mais que imagens. Que guardam a mim. A ti. A nós.

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Minha certeza incerta

Por mais que eu tente não consigo me livrar de você. E eu quero, quero muito poder esquecer, superar, recomeçar. Mas você é aquela cicatriz que demora a curar. Aquela ferida que permanece aberta e quando está quase fechando até sol faz reabrir.

Você não foi ruim. Eu não fui ruim, Nós não fomos ruins juntos. Por isso talvez seja mais difícil admitir que preciso colocar um ponto final nessa história. Chega de reticencias… Mas todas as vezes que tento são exclamações e interrogações que surgem. Por que não eu? Por que não nós? Por que não pode ser?

As coisas mais valiosas que aprendi foram com você. Coisas que me encorajam, me estimulam, me incentivam a seguir em frente. Mesmo que seguir em frente seja superar você. As portas se fecham, as janelas se batem e ainda assim você permanece dentro. Dentro de mim, dentro de nós. Dentro do que um dia não fomos. Ou fomos. Ou não seremos.

Eu sinto falta do teu toque, do teu cheiro, do teu gosto. Mas principalmente da tua voz. Tua voz falando manso no meu ouvido, reafirmando o que eu sempre soube e nunca quis aceitar. Tua voz sussurrando gemidos de um amor que não será. Que não foi. Que não poderá ser.

Me pergunto por quê. Por que não eu? Por que não nós? Por que não pode ser? Me indago e me exibo pensando se não éramos o melhor. Numa realidade paralela, onde não exista passado ou presente, não existam distâncias, vergonhas, mentiras, onde não existam nossas vidas. Nossas idades, nossas cores, nossos sexos. Onde seja apenas eu e você.

Você é aquela cicatriz que não quero que cure. Você é meu machucado mais feliz, a lembrança do que um dia poderia ser e o amor mais improvável de se ter. Você é a minha certeza, incerta. Minha doce ilusão de uma vida diferente. Você é o cara, aquele que sempre vai ser. Mesmo depois dos outros.

É você e nunca será diferente…

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Imagine

Um dia eu descobri que não precisamos mais da proximidade física. Um dia eu entendi que tudo que havia entre nós era energia pura. Um dia eu imaginei que você não tinha partido. Apenas imagine, por um instante, que estou exatamente ao seu lado. Feche os olhos. Agora. E imagine.

Nós dois no seu quarto, deitados de frente um para o outro. Imagine como se você estivesse vendo pelos seus olhos. Você olha pra mim, rosto a rosto. Vê meus olhos no escuro, um brilho longe. Não vê, mas sente meu corpo encostando no seu. Quente. Minha barriga encostando na sua. Você sente o cheiro do meu perfume mais forte a cada vez que eu me aproximo. Meu corpo todo gruda no seu. Sem amarras, sem barreiras, sem nenhum tipo de impedimento que não seja a sua pele e a minha.

Consegue se imaginar assim? Meu olho vidrado no seu e nossos corpos colados. Quentes, suando. Você não vê mais nada, só meu rosto. Sente minha mão deslizando nas suas curvas. Descendo pelas suas costas até chegar na sua coluna. Deslizando com a ponta da unha. De leve. Ainda não te beijei. Só te olho.

Te sinto nervoso. Tenso. Sei que você está, e é exatamente o que eu quero. Te beijo. Você fecha os olhos e não vê mais nada. Só sente a minha língua na sua,  molhada e quente. Você sente minha mão percorrendo cada curva do seu corpo. Suspira de leve. Abre os olhos e me encara. Aproxima ainda mais nossos corpos e me da recados pelo seu olhar. Que eu obedeço. Sei exatamente o que você quer. O que você gosta. Então mordo sua orelha te fazendo arrepiar, arquear e ofegar.

Seu corpo pulsa esperando o meu. Cada pulsada é um suspiro a mais, um gemido a mais, um tom mais alto.  Minhas mãos fazem caminhos sem lógica. Suas mãos me puxam mais perto, mais dentro, mais forte. Seguro seu cabelo e sussurro em seu ouvido “não existem mais distâncias” e você se entrega a nossa imaginação.

E não existem mais distâncias para nós. Nesse mundo, em outro mundo. Nessa vida ou em outra. Nossa conexão nunca terá fim e mesmo que a sua voz não possa ser ouvida ainda assim ela ela ressoa ma minha cabeça com uma suave melodia. Não existem mais distâncias. Onde quer que você esteja no meu peito ainda bate seu pulsar.

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De mãos dadas

Parece um sonho e eu me pergunto constante em que momento vou acordar. Não sei se são os meus medos, meus traumas ou as coincidências que parecem nunca acabar.

Quem diria que depois de tanto tempo a gente se encontraria. Num lugar totalmente inusitado, no meio do mato, improvável e tão longe de onde um dia algo começou. Quem diria que a gente se esbarraria e se reconheceria pelo olhar.

Uma história que poderia der dado certo há tempos atrás se não fosse a rainha do baile e o bad boy da escola. Um caminho que se cruzou e se fastou nas bifurcações do caminho e de repente chegou no mesmo final.

A vida é engraçada, algumas coisas parece que acontecem porque tem que acontecer. A gente passa por coisas, não entende o que passa, se questiona, se Deus, se a energia, se o universo não gosta da gente.

Nós sofremos, cada uma com a sua história. Cada um viveu coisas que alguns não suportariam. Mas a gente suportou. Suportou e superou. Passou por outras coisas e acabou de mãos dadas.

Não sei se essa história terá um felizes para sempre ou apenas um felizes por agora. E eu não sei. Não sei o que vai ser. Se vamos superar as distâncias, os obstáculos, se será simples ter uma nova história. Mas eu sei que estou pronta para seguir com você e me aventurar por esse novo caminho ao seu lado.

Quando você me ignora

Quando você me ignora eu me enrosco nos travesseiros e choro baixinho. Imagino as respostas que eu gostaria de ouvir e posso até sentir tua respiração no meu cangote. Eu fico quietinha esperando que você me note, mesmo sabendo que isso não vai acontecer.

 Alucino sentindo teu cheiro, teu toque, teu beijo mesmo sem ter. Eu quero apenas que você me note e quanto mais eu quero mais você não corresponde.

Quando você me ignora monto todos os diálogos em minha cabeça. Imagino as respostas, as quebras, as trocas de figurinos e o ato final de nossa história  que nunca passou de mal contada pra você. Eu me encho de energia imaginando cada toque seu ou teus olhos enxergando tudo que quero que só você note. Mas você fecha os olhos, respira fundo e não vê o que eu quero que você perceba.

Então quando eu perco as esperanças você me nota e como se nada tivesse acontecido me dá corda e eu volto ao trailer e imagino uma outra história onde o final é como um clássico em preto e branco com um beijo apaixonado, onde apesar da falta de cor, a gente enxerga tudo iluminado. Onde só você e eu protagonizamos todo o amor do mundo e no final, você me ignora.

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