Pessoas nocivas

As vezes eu tendo entender a lógica das pessoas nocivas. Como ervas daninhas que se infiltram em campos floridos, as pessoas negativas se infiltram no meio de nós. E quando menos percebemos nos contagiam com sua energia.

Não acho que fazem por mal. Ao contrário disso, na maioria das vezes, acredito que fazem para se proteger. Só que não percebem que ao se esconder acabam dissipando veneno pelos poros.

Sabe aquela pessoa que quando todos comemoram, joga um balde de água fria, fingindo-se de sincera, para esconder sua frustração. Todos querem ir a festa, ela não pode. Mas em vez de ser realmente sincera e dizer que não ir ir precisa dizer que não vai porque não quer, porque a festa estará cheia, quente…

Não. Isso não é sinceridade. Isso é veneno, é máscara, é se esconder dos próprios sentimentos. É medo da frustração.

Eu gosto de pessoas sinceras. Mas ao contrário do que maioria diz sinceridade nada tem a ver com grosseria. Sinceridade é também empatia. Sinceridade é dizer o que pensa, sem tentar atingir o outro. Quando você usa da sua sinceridade pra machucar, isso se chama maldade.

Depois de um certo tempo descobri que pessoas assim, usam tanta máscaras e desculpas para continuarem perpetuando a negatividade que a única coisa que podemos fazer é mantê-las distantes. E quando é inevitável o convívio, apenas não deixamos que a sua energia nos contagie.

Porque o mundo precisa demais de pessoas que pensem diferente, que não tenham medo de se expor e expor suas verdades, mas principalmente o mundo precisa de mais gente honesta, sincera e que saibam se colocar no lugar do outro.

Acredite em você

Das coisas que eu já aprendi nessa vida, a mais importante foi acreditar. Não acreditar em alguém, em um Deus, em sentimentos, pessoas ou palavras. Mas acreditar em mim mesma. Nas minhas vontades, sonhos, desejos, objetivos.

Acredite. Pode ser bem mais difícil do que parecer. Sabe aquele sonho que você tem, guardado no fundinho do coração, que sempre que você imagina um sorriso bobo insiste em se apossar do seu rosto é um brilho diferente surge no seu olhar? É ele.

Muitas pessoas vão dizer que é bobagem, que isso não dá dinheiro, que precisa de sorte, que você não tem talento suficiente ou que nunca dará certo. E provavelmente, você vai acreditar nessas pessoas.

Porque nós sempre achamos que os outros estão certos. Até mesmo a pessoa mais teimosa, na hora em que deve acreditar, escolhe os outros.

E o sonho continua lá. Te arrancando suspiros, sorrisos e te acalentando de todas as outras coisas que você não queria fazer, mas fez porque o sonho era impossível, e não deram certo. E te deixaram frustrada.

Dizem que se pedimos muito algo para o Universo ele nos concede. Também costumam dizer que se a gente trabalha duro, qualquer sonho é possível. Basta trabalho e paciência.

Não sei se acredito nessas coisas. É fato que ninguém tem bola de cristal para saber como as coisas vão acontecer no futuro. Decisões que tomamos ontem, hoje podem não fazer mais sentido, porque tudo muda conforme as circunstância que estamos vivendo.

Então eu te pergunto: Por que não? O que você irá perder se acreditar no seu sonho? Ele já não existe mesmo além da sua imaginação… se não der certo, vai continuar sendo um sonho, mas pelo menos você tentou.

Eu sonhei com coisas impossíveis, acreditei em cada uma delas. Algumas não tive paciência de esperar, outras trabalhei duro, esperei, pedi ao Universo e conquistei.

Ainda sonho… sonho demais. Sonho alto. Mas para cada sonho eu crio uma estratégia. Eu traço um plano e corro atrás. Eu acredito nos meus sonhos e com paciência vou transformando a minha realidade.

E aqueles que não deram certo… não eram para ser, porque talvez existissem coisas maiores para acontecer, ou eu estava apostando as minhas fichas no sonho errado… Vai saber…

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Sabemos que a batalha contra o preconceito é árdua e que alguns textos podem te chocar ou mesmo fazer com que você se identifique. Tudo bem se isso acontecer. Não se preocupe! Isso não significa que você seja uma pessoa ruim. Significa apenas que você, assim como tantos outros, precisa mudar.

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Quando você me excluiu

Quando você me excluiu da sua vida eu perdi o chão. Mesmo com tantas idas e vindas eu não esperava, que um dia, finalmente tudo se findasse. Eu sempre imagina que depois de uns dias, tudo voltaria ao normal. Fingiríamos que nada aconteceu e seguiríamos em frente. Mas aí você seguiu. Sozinho.

Quando você simplesmente sumiu algo se estilhaçou dentro de mim. Eu imaginei que você apareceria para juntar meus pedaços, costurar os retalhos, colar os cacos. Pensei que poderia levar alguns dias. Talvez um mês para que você estivesse ao meu lado novamente. Mas você não voltou. Nunca.

Quando você nem me deu tchau tive certeza que não seria para sempre. Era mais uma fase em que precisávamos estar distantes. Em que viveríamos outras histórias e voltaríamos ao ponto de partida juntos. Mas você não voltou. Mais

Então eu entendi. Entendi que dependia mais de ti do que eu necessitava. Descobri que eu era capaz de juntar meus próprios pedaços, usar cola ou linha e colocar tudo nos devidos lugares. Até melhor do que você fazia, porque ninguém melhor do que eu mesma para saber como quero cada coisa em minha vida.

Imaginei que seria difícil, que ficaria sozinha para sempre. Que nunca superaria sua ausência. Perdi tempo chorando lagrimas que não eram por você. Eram por mim. Eram pela falta que eu vazia a mim mesma. Mas um dia eu sorri. Sorri e descobri que eu basto. Quando você me deixou de uma vez, você me libertou. E eu pude entender que eu sou melhor sem você.

Amor apesar da guerra

Ele se aproximou devagar. Não queria assusta-la. Depois de tanto tempo afastados, no mínimo seria estranho que chegasse de supetão. Ela não o esperava, isso era um fato. Talvez achasse que estivesse morto ou que a esquecera. Mas nunca faria isso. Nem morrer, nem a esquecer.

Corria o risco contrário. Ela poderia ter se livrado de todas as recordações e encontrado um novo amor. Quem saberia? A vida da voltas, os encontros ocorrem. E os desencontros também. Ele só precisava ter certeza. Se fosse isso, assumiria a sua responsabilidade e desaparecia novamente. Dessa vez para sempre. Desaparecer era uma de suas melhores habilidades.

Não sabia explicar o por quê de seu desaparecimento. Nem lembrava quando foi que parou de telefonar. A única certeza que possuía é que, todos os dias, seus primeiros e últimos pensamentos eram dela. Eram nela. Eram por ela. E se conseguiu sobreviver, as coisas que via, os tiros trocados e os perigos sofridos, era por ela.

Talvez, pensando assim, lembraria que foi por ela também que desapareceu. Em algum momento, daquela guerra sem motivos, perdeu as esperanças sobre seu findamento.  Perdeu a fé nos homens que lhe comandavam. E nos que comandava também. Perdeu o respeito pela vida. Por qualquer vida.  Sentiu-se indigno de qualquer tipo de sentimento. Não podia fazer com que ela sofresse depois. Então, resolveu antecipar o sofrimento.

Mas a guerra acabou. Ou pelo menos para ele acabou. Não era um desertor, só não mais era um soldado. Pediu baixa das trincheiras e resolveu lutar por algo que acreditava e que nada mais tinha a ver com poder e conquista. Agora lutaria pela vida, lutaria por ela se fosse preciso e lutaria para findar todas as guerras.

Homens acreditam que a arma erguida lhes confere soberania. Que a terra conquistada lhes da poder, que a morte de outro vale se for para o bem maior. O bem maior de quem? Tudo que acreditou durante a vida, não fazia mais sentido. Descobrirá, enquanto uma bomba explodia seus companheiros ao seu lado, que a maior conquista de um homem era a mulher amada.

Por isso voltara. Aproximava-se devagar. Não sabia quais palavras usar. Elas seriam necessárias e ele sempre foi o homem das armas. Palavras se resumiam a sim, senhor e comandos de manobras, para destruir o inimigo.

Deus não falha aqueles que pedem sua segunda chance. As mãos do destino fizeram com que ela virasse o rosto em sua direção. Ele parou. Congelado em seu lugar, sentindo algo queimar por dentro, mas incapaz de descongela-lo por fora. Ela sorriu. Sorriu e correu. Correu e chorou. Chorou e caiu em seus braços. Caiu em seus braços e o encarou. E quando os olhos se encontraram, as palavras não foram necessárias. Os crimes de guerra perdoados. E a nova batalha estava traçada. Mas a única conquista que lhe interessava era o coração e curvas da mulher amada.

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O Senhor de todas as coisas

Dizem que o tempo é o senhor de todas as coisas. Que ele cura as dores de amor, as desilusões e sofrimentos. Que apenas ele é capaz de esquecer tudo que um dia foi ou não.  Até mesmo as marcas mais profundas ele alivia.

Como aquela cicatriz do joelho ralado que com o passar dos anos foi diminuindo e se tornou apenas um borrão na pele. Ou aquele beijo apaixonado de quando se era adolescente, que hoje apenas parece uma ação. Sem memórias de cheiros, gostos e sensações.

Dizem que o tempo alivia a dor da saudade, a falta do outro,  ensina a conviver com as ausências.  Ele também pode ser o culpado pelas chances que deixamos passar. Quem nunca usou a desculpa da falta de tempo para não fazer algo que não estava tão afim assim?

O tempo é relativo apesar de sua contagem ser extremamente precisa. Quando queremos ter tempo ele existe. Quando não queremos, ele é escasso. Ás vezes segundos duram a eternidade na ansiedade de uma resposta. Ou horas viram segundos na euforia de um momento.

Não sei bem se hoje tenho mais tempo ou menos tempo que antes. Na teoria, a cada aniversário que passa, eu tenho menos tempo para fazer tudo que ainda quero um dia fazer. Na prática, aprendi que eu comando meu tempo e que aproveita-lo ou não depende muito mais dele do que dos ponteiros do relógio.

Já não concordo mais que o senhor de todas as coisas me é capaz de fazer esquecer. Não observo com ansiedade o seu passar, como há vinte anos vazia. Hoje lhe peço piedade para que seja devagar. E leve. Para que eternize os momentos de felicidade, porque os de tristeza eu já deixei para lá.

Se o tempo é o senhor de tudo e tudo depende dele, quero sempre mais tempo. Mais tempo para viver, para amar, para sorrir, para sentir. Quero que ele seja eterno nos dias ensolarados. E nos nublados também. Afinal, o que seria de nós se não houvesse todas as experiências?

Me falta tempo. Mas me sobra também. E nesse jogo de esconde esconde da vida, onde quem comanda são os dias do calendário, eu me pergunto quanto tempo perdi durante anos me preocupando com as coisas erradas. Porque hoje eu entendo bem mais do relativismo temporal, do que quando eu me deixei levar pela ansiedade de crescer.

O tempo não volta atrás. É impossível querer que ele lhe devolva os anos que passaram. Não existe a possibilidade de que ele pare também para que você aproveite agora cada segundo eternamente. Só nos resta então pedir que ele seja doce e saber que aproveitar ou não o tempo, depende mais de você do que dele.

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Uma mulher que só pensa em casar, uma pessoa que se sente marciana, encontros, desencontros e reencontros de amor,  um homem que se sente atraído por uma mulher, uma mulher que se apaixona novamente pelo colega de escola, alguém que é traído, alguém que está apaixonado e alguém que sente uma saudade infinita. 
Sentimentos, palavras, alucinações , sonhos e vontades. Medos, loucuras, desejos,  poesia, prosa, causos, lágrimas e amor.
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Uma carta de revolução

Com o passar do tempo eu desisti de acreditar nas reformas. Reformar algo é, apenas, dar uma repaginada em algo que já existe e não é bom. Porque se fosse bom não precisaria de reforma. Eu acredito em mudanças. Em destruir e construir. Não reconstruir. E acredito, principalmente, que toda e qualquer mudança começa dentro de nós.

Você já analisou quantos conceitos e ideias você mudou ao longo dos anos? Já percebeu como uma pensamento corriqueiro e normal do seu eu mais novo hoje lhe parece absurdo? Parece errado? Eu não sei vocês, mas eu… Eu mudei muito, minhas ideias, conceitos, preconceitos e ações.

Se antes eu achava que a mulher que dava em cima do namorado da outra era uma vagabunda e xingava ela com todas as forças, hoje acho que o homem que dá a brecha é que o vagabundo da história. E engraçado que a mesma palavra, apenas com o artigo feminino ou masculino carregue significados tão diferentes. Porque quando falamos vagabunda associamos a puta, prostituta, mulher que não se respeita (mesmo que nada disso faça sentindo) e quando falamos vagabundo queremos dizer homem preguiçoso, que não quer fazer nada, trabalhar… (mesmo que isso também não faça sentindo).

Segundo o dicionário, vagabundo é que ou quem leva vida errante, perambula, vagueia, vagabundeia. Que ou quem leva a vida no ócio; indolente, vadio. E se formos por essa linha, veremos que o significado de vadio e vadia também são diferentes, e assim tantas outras palavras…

Mas para perceber isso eu destrui muita coisa dentro de mim. Coisas que eu perpetuava sem nem saber o porquê. Apenas porque eu aprendi dessa forma. Porque fui criada numa cultura que dizia que a menina deveria se casar virgem e o menino deveria ter experiências. Em uma sociedade que permite que os homens sejam vistos como superiores e as mulheres com submissas. Eu um universo que diga que existem coisas que são para meninos e coisas para meninas.

Então eu mudei. Mudei de dentro para fora. Por que eu precisava seguir as regras do que me foi imposto por um órgão genital se a lei diz que somos todos iguais? Que moral é essa que vai contra a lei? Se somos todos iguais, meninos e meninas, tanto faz se eu gosto de azul ou rosa. Se quero jogar bola ou brincar de casinha. Se quero casar virgem ou não. Se somos todos iguais, palavras que flexionam devem mudar apenas uma letra. Não seu significado.

E foi assim, desse jeito, pensando nas coisas que eu não entendia, que haviam me sido impostas, que eu mudei. Mudei e comecei a minha revolução. Que é pessoal, que atinge a poucas pessoas perto de todo o vasto universo de gentes que estão espalhadas pelo mundo. Mas que me destruiu e me permitiu, começar do zero a acreditar, que realmente, somos todos iguais.

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O blog Causos & Prosas participa do Projeto Cartas, juntamente com o blog parceiro Carpe Diem

Em ritmo de samba

Muita coisa acontece em meu coração a cada vez que meu olhar encontra o teu. Uma bateria acelerada, que em ritmo de samba, me faz perder o compasso e apressar os passos de encontro aos seus braços.

Na cadência do tambor, o meu pulso pulsa. Meu sangue corre, ferve. Dá um tom ruborizado à minha pele. Sinto os poros se dilatando, a água vertendo, meu líquido escorrendo como o rio de encontro ao teu mar.

São apenas teus olhos a me encarar. Mas preciso te tocar. Te sentir. Te ver latejar. Preciso ter certeza de que cada arrepio é real. Minha pele se entrega ao toque do teu paladar.

São cheiros, gostos, sorrisos, saliva, mãos e bocas. São línguas, beijos e toques. Carícias. A marcha de carnaval que segue, prendendo o suor na pele, dando o gosto salgado ao que de mais doce existe.

E tuas mãos a me mostrar os caminhos escuros que não imaginei encontrar. Teu corpo a me conduzir pela melodia alegre, pela avenida pulsante, pelo rebolado que nunca pensei ser capaz. Rebolo na tua mão. Na tua língua, no teu olhar. Rebolo e me encaixo. Me encaixo em ti. Em nós.

E nessa dança perfeita, ritmada pela bateria da escola de samba, que toca empolgada em meu coração, entendo que não tenho para onde fugir. Tua avenida me arrebatou. Teu corpo me incendiou e tua mão me faz mulher, pela primeira vez.

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Falar de você

Eu quero falar de mim. Mas também quero falar de você. Quero falar de todas as vezes que deixei que o silêncio dessas as respostas ou que brinquei de joguinhos e escondi sentimentos.

Quero falar daquilo que transborda em meu peito, mas que segundo as revistas femininas diz que não devo dizer. Quero sentir tudo que você me provoca, mas que me ensinaram que era proibido. Quero me libertar. Esquecer as regras e as lendas é apenas me entregar.

Eu quero falar de você. De tudo que me provoca, da chama que acende, do sentimento que desperta, dos gemidos que preciso ouvir, do toque que quero sentir.

Eu quero falar de mim, mas também quero falar de você. Eu quero falar de nós. Do antes e do depois. Do agora. Eu quero poder dizer sem medo que me apaixonei por você. Quero poder me atirar de cabeça sem julgamentos e cair no teu colo pra me aninhar.

Eu quero falar de você. Do que sente, pensa e faz. Do que quer. Quero saber se faço parte dos teus planos ou sou só passageiro. Pouco importa porque eu só quero você.

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Uma carta para a infância

Criança,

Eu sei que agora parecer ser chato ser pequeno. Não pode isso, não pode aquilo e a mamãe sempre controlando tudo e mandando fazer o dever de casa. Eu também não gostava. Odiava arrumar o quarto ou ter que dormir na hora certa.

Mas hoje eu percebo que a gente perde muito tempo querendo ser grande e depois se arrepende de não ser pequeno. A gente esquece que brincar, correr e aproveitar. E depois a gente corre sem querer, não aproveita e alguns esquecem que um sorriso no rosto pode ser o ponto alto do dia de alguém.

Os anos passam rápido e quanto mais passam, mais rápido o tempo anda. Agora pode parecer uma eternidade esperar o seu aniversário. Depois, vai parecer que você nem viveu nada e já ficou mais velha de novo.

Algumas pessoas crescem e esquecem que já foram crianças. Algumas parecem que nunca crescem. Tem idade para tudo nessa vida e a melhor idade é sempre a que a gente está. Mesmo que não pareça, mesmo que a gente sinta saudades ou queira que a escola acabe logo.

Você vai crescer na hora certa aproveite as coisas boas da sua infância, guarde com saudades os momentos de brincadeira, de felicidade, de sorrir por uma bala. E não esqueça que ser velho não é só questão de idade.

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Me livrar de você

Eu tentei. Eu juro que tentei. Não é aquelas desculpas esfarrapadas que a gente da quando quer fugir de alguma coisa. Eu me esforcei. Coloquei toda a minha energia e concentração.

Apaguei teu número da minha agenda, deletei as fotos, as conversas e até os pensamentos. Bloquei meu acesso a teu perfil em todas as redes sociais e escrevi um lembrete na parede do meu quarto. “Nunca mais pensar nele”. Nada adiantou.

Eu não fui capaz de fazer com que o destino entendesse que não poderia mais nos cruzar. E falhei em avisar todas as estações de rádio que a nossa música não podia mais tocar. O padeiro não levou a sério quando eu disse que sonhos com creme de baunilha não podiam mais ser vendidos. E o carteiro se recusa a não entregar qualquer carta tua.

Eu juro. Eu me esforcei. Mas para onde quer que eu olhe um pedaço teu lá está. Em tudo que eu faço, fujo, corro, choro, até quando não faço, teu sorriso fica a me lembrar.

O Universo não entendeu que era o fim. Ele insiste que é uma pausa, que é um momento, uma deixa. Ele te coloca na mesa do bar sabendo que lá eu vou estar. Te deixa ir no mercado, mesmo que eu esteja lá.

Já pedi, já rezei, já orei. “Senhor me livra de encontrar”, mas acho que Deus entende mais o que eu penso do que o que eu peço. Não é possível que quanto mais eu rezo, mais eu encontro você.

E assim fica difícil me livrar. Me salvar. Te esquecer. Me encontrar. Eu tentei, eu juro que tentei. Mesmo que a única coisa que eu realmente queira é você.

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