Essa tal de TPM…
O sonho acabou
Uma história de amor, um emprego, uma viagem, uma mudança, uma arrumação, mesmo que seja do guarda roupa, trazem sentimentos, ações e reações. Não tenho muito propósito, nem assunto, nem motivo, só lágrimas fugindo dos olhos. Não sei se estou triste ou feliz, só sei que mais um sonho se acabou. Outros virão, mais fortes, mais eternos, mais apaixonados e terminarão também. Porque a vida é assim. Feita de ciclos.
Eu queria ser perfeita, agradar a todos, entender a todos, aceitar todos, mas não sou. Ninguém é.
O que me resta é chorar pelo sonho findado, me permitir sofrer por ele, ficar de luto e esperar cicatrizar. Porque tudo cicatriza. Não há dor que seja eterna. Porque depois disso eu estarei pronta pra sonhar de novo, pra lutar de novo, pra me entregar a outro sonho, um sonho melhorado, aperfeiçoado e quem sabe infinito. Como dizia o poeta infinito enquanto dure. Milhares de sonhos virão, milhares se acabarão, milhares perdurarão, alguns por toda eternidade…
Sempre se sabe
A vida é justa no fim das contas…
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Minha amiga Nathália usou essa frase ontem em uma conversa sobre um assunto nada haver com esse. Mas foi o suficiente pra me dar conta de como, ás vezes, não exergamos as coisas óbivias… Pense você também…
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Muito obrigado mamãe!!!
Mas voltando as minhas reflexão sobre os “tiques” herdados de minha mãe fiquei viajando nisso enquanto arrumava o quarto de minha filha. Estendi os lençois, dobrei as roupas e pensei como a Eduarda podia ser tão bagunceira e descuidada com suas coisas. Exatamente nesse momento comecei a rir sozinha e me lembrar da minha mãe brigando comigo pelos mesmos motivos. Como eu era descuida e bagunceira. Vivia perdendo coisas e ela sempre brigando.
Sou uma mãe diferente da minha em muitos aspectos. Em outros nem tanto. Gosto da minha casa, gosto de arruma-la, de enfeita-la. Sinto prazer em estar nela. Brigo com a Eduarda pra cuidar das suas coisas, arrumar o seu quarto e guarda roupa, comer direito. Nisso sou igual a minha mãe.
Adoro cozinhar! tenho prazer em fazer comidinhas que os outros gostem! Sou uma pessoa simples, não muito vaidosa, sem muita pose e nisso sou totalmente diferente de mamãe!
Mas sou assim por causa dela. Ela que me criou, me educou, me amou e fez sempre o melhor pra mim. Me apoiou, me deu bronca na hora certa. Foi minha maior inimiga na adolescencia e hoje é a minha maior amiga. Minha fã número um e aquele colo que sempre esta lá.
Brigamos muito. Nossos gênios são muito diferentes mas é por ela ser do jetinho que é que me deixou livre pra ser eu do jeitinho que sou. Sei que algumas coisas ela queria que fossem diferentes pra mim, mas também sei que, mesmo não sendo exatamente do jeito que ela queria, ela se orgulha de mim e me apoia.
Muito obrigado mamãe! Muito obrigado por tudo. Pelas palavras de consolo, pelo apoio, pelos puxões de orelha, pelos colos, por sempre ter me amado tanto, por ter tanto orgulho de mim e por ser minha maior amiga!!!
Te amo mãe! Um feliz dia das mães mesmo estando longe de mim!
Da filhinha caseira que gosta de tudo arrumadinho igualsinho a ti!
Sinais de amizade
A imprensa não poderia…
Boa noite Cinderela
O encontro
Ela vinha, ele ia. Se esbarraram por acaso na banca de revistas. Ela comprava uma revista política, ele uma playboy. Sem querer trombaram. Ele pediu desculpas sem prestar atenção. Ela sem levantar a cabeça disse: “não foi nada”.
A voz que ecoou no tímpano dele fez seu coração disparar e suas mãos suarem frio. Lembrou da última vez que havia sentido isso. Olhou rápido, mas ela estava de costas. “Só porque estou aqui meu inconsciente está tentando me pregar uma peça”, pensou ele ingenuamente.
Dirigiu-se ao caixa, ela parou na fila atrás dele. Achou familiar o jeito do moço da frente, mas nem perdeu tempo em associar ao presságio que havia sentido no momento em que o avião pousava. Ele pagou e ia sair quando de novo a empurrou.
Virou-se para, novamente, pedir desculpas e seus olhos pararam atônitos, imóveis no que estava vendo. Ela mal conseguiu pensar, naquele momento só conseguia enxerga-lo, mas parecia que não estava vendo. Ele sorriu e a cumprimentou. Ela não sabia se o abraçava ou se sentava a mão em sua cara. Dez anos! Dez anos fazia que não se viam, que não tinha notícias dele.
Ele convidou para tomar um café, ela queria atirar o café nele. Pensou em porque não se encontraram mais, lembrou de como foi a despedida e suas pernas amoleceram. O que ele fazia ali, agora? Perguntou. Ele ia viajar a trabalho, mas seu vôo estava atrasado, e só sairia a noite. Ela estava chegando a trabalho, mas sua reunião só seria no outro dia. tinha se adiantado em função do caos aéreo.
Parecia um dejavu. Foram passear pela Ilha, cenário da grande paixão que haviam vivido tantos anos antes. Ele sorria e contava suas viagens. Ela queria saber porque ele nunca havia lhe telefonado, mas não tinha coragem.
Andaram por aquele recanto tão abençoado por Deus. com cheiro de mar e jeito de cidade pequena, que nem parecia fazer parte da agitação do resto da cidade.
Foram a praia da Bica, caminharam olhando o movimento e jogando conversa fora. A todo momento ela não entendia o que estava acontecendo e por mais que quisesse refletir, ele falava tanto que a deixava confusa em seus pensamentos. Por sua vez, ele pensava que quanto mais falasse menos chance daria pra que ela questionasse o que havia acontecido.
Lembraram do dia que passaram juntos, daquela mesma forma, se conhecendo ao acaso. dentro do aeroporto, dividindo uma mesa, na praça de alimentação. Era final de férias de verão. Ela tentava voltar pra casa, ele tinha um congresso. Ambos precisavam pegar o avião, mas nenhum dos dois havia conseguido.

