Tudo é uma reforma de tudo…

Trabalhando na rádio agora e dei conta de uma coisa: Tudo é uma regravação, adaptação ou reforma de tudo que já existe. Sim. São raras as coisas novas, a maioria copia e não cria. Essas coisas modernas como sertnejo, funk e pagode, regravam grandes sucessos e o povo é tão inculto e que acha que é novidade. Aí eu me pego cantando sucessos, e eles acham que sou fão de pagode e sertaneja… hahahahahahhaa

Tenho ouvido e relembrado músicas muito boas, mas todas elas com ritmos novos e com umas vozes nem tão boas assim… Uma pena…

Eu disse que voltaria hoje. Até tinha escrito um conto bonitinho para celebrar a volta, mas depois do que eu vi e ouvi num vídeo do you tube, e não posso ficar quieta… Não dá! Nõ tem como…
Minha indignação é tanta que nem sei se consigo expressa-la… Por isso sem mais delongas, olhem, ouçam e me respondam, com toda a sinceridade do mundo onde nós vamos parar…

Organização

Segunda, terça, quarta… Meu Deus hoje já é quarta feira. A semana passou voando. Daqui a dois dias é finde. E eu tô toda atrapalhada… Parece que o tempo cada dia fica mais curto e cadaminuto que passa é um a menos…
Foi um mês tumultuado… Primeiro os problemas com a internet e o computador. Depois o emprego novo… Sim estou trabalhando em uma rádio comunitária local… A volta as aulas da Eduarda. O compromisso do almoço. Manter a casa organizada… Aff!
Mas aos poucos a rotina se estabelece e tudo toma o seu lugar. E com isso eu volto a escrever contos e posta-los aqui… Prometo iniciar setembro com organização e novidades. Novos contos, histórias crônicas e muito mais…
Agora vou usar restinho da semana para me organizar. Terminar meus projetos, atualizar minha agenda, por a vida em ordem…
E só para não dizer que não falei das flores, afinal o que acontece com o povo brasileiro? Dado Dolabella ganhou um milhão na fazenda… Dinheiro atraí dinheiro…

Levantando vôo

Droga! Todo mundo diz que se tem que começar pelo começo. Mas qual será o começo? Sou solteira. Se bem que minha amiga Sabrina, super segura, descolada e sexy diz que isso é a conseqüência. Sou aeromoça e morro de medo de voar. Minha amiga Bianca, que é totalmente zen e ligada as coisas espirituais, diz que isso é carma. Morro de medo que alguém na companhia descubra, porque esse é o melhor emprego que eu já tive.

Faço de dois a quatro vôos por dia e sempre durmo na minha cama. Quer dizer, sempre é exagero, mas quase sempre. Isso porque eu faço vôos nacionais, que normalmente são curtinhos. Já fiz vôos internacionais mas passei tão mal que inventei uma desculpa para só fazer os curtinhos. A desculpa colou e aqui estou eu.

Pensando bem, dormir sempre na minha cama não é uma grande vantagem já que durmo sozinha. Sozinha quero dizer sem um corpo masculino, que me desperte desejo. Normalmente Frederico dorme comigo. Só que ele é apenas um gato cinza e peludo, sem raça definida. Me faz companhia mas não supre meus desejos.

Frederico deve pensar que tenho sérios problemas. E quem não tem? Ele me olha como se estivesse analisando e julgando meus atos e comportamentos. Certo. Talvez quem realmente julgue sou eu. Mas como não julgar? Minhas variações de humor, as crises de choro e euforia. A neurose pela limpeza em uma semana e o desleixo total em outra. O guarda roupa que se trasporta para cima da cama em questão de segundos e demora dias para voltar ao seu lugar. E tudo isso ele ali, assistindo e analisando. Garanto que se o Fred estudasse e falasse ele seria um ótimo psiquiatra.

Melhor do que o último que eu procurei, por causa da minha insônia de fim de mês, e que deu em cima de mim. Ele até era bem interessante e se não fosse o fato de me fazer pagar uma banana para conversar quarenta e cinco minutos e nesse tempo ter me dado duas indiretas e me convidado para jantar, com a desculpa de depois, quem sabe, conferir minha insônia. Bom, se não fosse isso talvez eu até tivesse saído com ele. Mas depois ainda me cobrar todo aquele dinheiro? Aí era abuso. Ou apelação porque fiquei com a sensação de estar pagando um garoto de programa. E se duvidasse ele até faria eu pagar a conta do restaurante ou pior, dividir.

É. Essa história de dividir a conta é pior do que pagar sozinha. Sou bem machista nesse ponto. Não me importo de pagar. Me importo com aquela situação do dividir. O meio a meio ou suas tequilas, minhas cervejas, me deixam atacada. Prefiro “na próxima você paga”. Assim já sugeri o interesse por um outro encontro e gera intimidade. Minha amiga Rosana diz que tudo é uma questão de intimidade. Quanto mais intimidade geramos com as pessoas a nossa volta, mais fácil fica a vida. Ela consegue ficar intima dos taxistas em dois minutos. Começa chamando de você, depois acha algo no taxi que tenha alguma semelhança com algo que ela conheça e pronto: Solta o verbo e consegue estabelecer a tal intimidade. Na maioria das vezes, com isso, eles lhe devolvem o troco direitinho.

Eu não sou boa em estabelecer intimidade. E muito menos em pedir meu troco de volta. Sei lá. Tenho essa coisa de achar que sempre estou incomodando os outros e que as pessoas estão me fazendo grandes favores. Tenho a capacidade de ficar mal com qualquer coisa que os outros digam. E nisso minhas três amigas são unanimes: baixa auto-estima.

Sim. Talvez eu sofra desse complexo. Não me acho feia. Mas também não me acho bonita. Sei que sou inteligente. Até um pouco demais. Penso tanto, em tantas coisas diferentes, ao mesmo tempo e fazendo uma grande salada de fruta na minha cabeça que ás vezes chega a doer. Sou boa no que faço. Pelo menos durante toda a viagem. Os passageiros só não podem contar comigo durante a decolagem e aterrissagem. Sempre estou com um casinho novo, ou algum cara dando em cima de mim. Sei que minhas relações amorosas não passam do oitavo encontro, mas ainda acho que o problema é deles e não meu.

Homens são muito complicados. Cheios de duvidas, confusões e teorias e ainda tem a capacidade de dizer que nós mulheres é que somos assim. Mulher quando gosta, gosta. Quando quer, quer. Já os homens… Eles nunca sabem se gostam a ponto de se comprometer. Nunca sabem se querem a ponto de perder o futebol. Se eu gosto eu quero compromisso. Se quero desisto até de fazer compras. E olha que desistir de fazer compras é algo muito importante. Apesar das compras serem a principal causa da minha insônia de fim de mês.

Mas voltando ao começo, pelo menos ao começo de todos esses pensamentos, essa revista que estou lendo, pela primeira vez me mostrou uma técnica que realmente funciona para se esquecer do medo. Ela dizia: Pense em várias coisas da sua vida, que a deixam triste ou alegre, não importa. O que interessa é você achar o começo, se concentrar nele e ir puxando pela memória tantas conexões quanto forem possíveis até o medo se dissipar. Melhor do que a técnica de contar ou de fazer mentalmente a tabuada.

– Marjoreeeeeeeeeeeeeeeee!

Pronto! Decolamos! Hora de voltar ao trabalho!

O escritório do chinês alemão

Não sei bem como tudo começou. Mas sei como terminou. Não os conheci antes, mas depois de um tempo convivendo com os dois posso afirmar com certeza: Algo ali não era normal. Existia algo diferente no ar. No principio achei que era maldade minha. Sempre fui desconfiada e preconceituosa.


Quando li o anúncio no jornal achei que era pegadinha. Estava desempregada há dois dias e não era possível que em tão pouco tempo tivesse um anúncio perfeito para mim. Pediam alguém que falasse chinês e alemão. Fosse boa com números, formada em relações públicas e com especialização em relações internacionais. Entre 30 e 40 anos, solteira, sem filhos e com disponibilidade para viagens. E melhor não tinha horário fixo e o salário era algo com quatro dígitos bem atraente.


Liguei na mesma hora. Mal falei pediram para falar duas frases em chinês e alemão e marcaram a entrevista para a tarde. Demorei a acreditar. Dois dias desempregada e já tinha uma entrevista marcada apara aquela tarde. Nem curti direito minha situação atual e nem deu tempo em entrar em depressão. Mas aquela era uma chance única e perfeita.


Demorei a escolher a roupa aquele dia. Precisava impressionar, mas não podia esbanjar e muito menos parecer fútil. Lembro que cheguei cinco minutos antes da entrevista e depois de uns vinte eu já estava preenchendo a ficha de funcionária e entregando minha documentação.


Meus novos chefes eram estranhos. Um alemão e o outro chinês. Mal se entendiam. Não compreendiam a língua um do outro, e mal falavam o português. Eram estranhos. Mas de alguma forma aquela sociedade andava de vento em polpa. Minha tarefa era falar com clientes chineses e alemães e oferecer nossos serviços de festa. Sim fazíamos festas em outros países. Festas brasileiras com mulatas, samba, churrasco e muita caipirinha.


Depois de fechar o pacote, acertar os detalhes, então eu passava o cliente para o seu compatriota e ele fecha os últimos detalhes. Algumas festas, talvez eu devesse acompanhar. Mas não sempre.

Tudo parecia normal. Mas eu sabia que havia algo errado. Algo que eu não compreendia. Ou pelo menos não queria ver. Sempre depois das festas algumas mulatas sumiam da agência. Não apareciam para receber seu pagamento ou simplesmente quando eram chamadas para outro evento desligavam na minha cara.


Depois de uns três meses aconteceu minha primeira viagem. Fui para Berlim. Acompanhei com muita atenção a montagem da festa. Durante todo tempo não consegui ver nada de errado. Percebi que todos se divertiam e que tudo foi muito bem. Depois de umas três horas de festa fui para o hotel. No outro dia cedo acompanhei todos os passos para desmontar equipamentos, a faxina do local e o embarque de todos que tinham ido comigo. Nada de anormal.


Passaram uns seis meses e me mandaram novamente para Berlim. Íamos fazer a mesma festa. Para as mesmas pessoas. Mas o cliente exigia minha presença. Achei normal. Talvez ele tivesse gostado do meu trabalho, da minha atenção. Achei estranho quando a ordem de pagamento entrou com o dobro do valor acertado. Meu chefe alemão disse que era um presente do cliente pelo ótimo serviço que estávamos prestando. De qualquer forma, lá fui eu para Berlim.


Organizei toda a festa. Acompanhei o inicio e como estava me sentindo muito cansada, resolvi ir para o hotel mais cedo. Quando estava saindo, o cliente me chamou e me ofereceu um drink. Por educação aceitei.

Não sei o que aconteceu depois. Agora estou aqui. Presa nesse quarto escuro, tentando não enlouquecer e quebrando a cabeça para ver uma alternativa de escapar. Virei uma escrava sexual. Fui vendida pelo meu chefe. Eu sempre soube que havia algo estranho. Mas nunca imaginei isso.

Afinal, quem é que realmente quer ficar solteiro?

Tenho uma dúzia de amigas solteiras que procuram um par. E estou contando mesmo nos dedos. E pelo menos meia dúzia de amigos homens que também procuram pela parceira certa. Certo, o número de amigas é maior que o de amigos. Eles tentam disfarçar que estão procurando. Preferem fingir que a suposta liberdade é algo bom. Mas é só tomar uns dois copinhos de cerveja que já começam a choramingar dizendo que nunca aparece ninguém legal. Será?
As meninas ao contrário. Confessam estar à caça do parceiro ideal. Mas se tomam três copinhos de cerveja (ao contrário do que dizem as mulheres precisam beber mais que os homens para confessarem) revelam que adoram a solteirice e a sensação de novas aventuras. Opa! Para tudo que eu quero descer! Elas querem, no fundo, ser solteiras? Sim. Elas querem. Não todas, mas uma boa parte das disponíveis no mercado.
Mulheres estão cansadas da busca pelo homem ideal. Todas sonham com o príncipe encantado. Só que depois de certa idade e das diversas frustrações com os sapos que saíram dos brejos e invadiram seus caminhos, elas estão desistindo de achar o certo e preferem se divertir, literalmente, com os errados.
Não há mal nenhum nisso. Afinal depois de tantos anos lutando pela igualdade entre os sexos, as mulheres já estão mais que vacinadas e podem ocupar o espaço que quiserem na sociedade. Inclusive de frias, calculistas, cínicas e aproveitadoras de homens. Claro, tudo isso com muito mais charme e sexualidade do que os homens.
Eles passaram a ser vítimas. E apesar de não confessarem, entre eles próprios, estão cada vez mais inseguros e mais declinados a sofrerem de confusões, depressões pós- relacionamentos e se sentirem usados pelo ex-sexo frágil. Homens e mulheres trocaram de papéis, porém os rótulos continuam. Sim. Porque a mulher que pega vários é galinha. No sentido pejorativo. Já o homem é galinha. Não no sentido pejorativo, mas como elogio.
A questão é que se mulheres e homens, apesar de todas as diferenças anatômicas e emocionais estão trocando os papéis e evoluindo em relação ao sexo oposto o que vai acontecer com a humanidade? Sim. Minha preocupação é válida. Se as mulheres, que antes procuravam o par ideal, não querem mais e os homens estão ficando sozinhos, porque elas estão mais sacanas, como vão casar e procriar?
Pode ser que se arranje um meio termo nessa evolução comportamental das espécies. Tanta coisa muda. Quem sabe daqui a pouco o corpo dos homens evolua a ponto deles poderem gerar um filho e assim a troca total dos papéis estará completa. Só, por favor, sem mais apelidos pejorativos. Eles são as novas mulheres do futuro. Poderão experimentar até o que é uma crise de TPM. Claro, isso porque elas são os homens do presente.

Teorias sobre o medo

Quem nunca sentiu medo na vida que atire a primeira pedra. Todo mundo sempre tem um medinho. Pode ser um bobo, aquele que deixa inseguro ou o que paraliza. Mas que todo mundo tem, isso tem e não existe o que discutir.
As vezes aquele que é bobinho para uma pessoa é o mosntro de outra e não significa nada para uma terceira. Como medo de andar de avião. Para mim ele é um frio na barriga. Tem gente que não anda de jeito nenhum e outras pessoas que adoram voar. Tudo depende das experiências e neuroses de cada um.
Quando pequena eu tinha medo de escuro. Não dormia de luz apagada de jeito nenhum. Me paralizava, eu entrava em pânico se faltasse luz. A maioria das crianças é assim. Depois passei a não gostar de ficar no escuro. Era uma bobagem. Apenas não gostava e hoje não ligo. O que me prova que com o amadurecimento vamos superando nossos medos.
Os medos nos desafiam. Algumas vezes somos capazes de superar e em outras não. Existem pessoas que passam a vida com medo do medo que sentem. Com medo que algo aconteça e mude sua vida estruturada. Ou simlesmente medo de tudo.
Tem medos até que são bons dependendo do momento. Aquele medo que se sente no cinema, vendo um filme de terror com o ficante, namorado, marido ou com o futuro namorado. O medo que faz a gente dar um pulo da cadeira do cinema e ganhar um aperto de mão, um abraço ou um beijo.
Conheci pessoas que tinham medo de decidir qualquer coisa. Até a roupa que iam usar. Se botavam calça ou saia e virava um dilema tão grande e complexo que alguém precisava ajudar na escolha. O que não garantia quer o medo passasse, pois a pessoa seguia com medo da decisão que havia tomado.
Os medos coletivos me assustam bastante. Por exemplo, e bem em voga, o medo da gripe suína. Cria-se uma neurose coletiva, um medo geral que chega a virar pânico. Qualquer um que der um espirro acaba correndo o risco de ser linxado em praça pública para não contaminar o resto da humanidade.
Medo é medo. E Só a psicológia para tentar persuadiar alguns seres e cérebros de seus medos. Não existe remédio e quando ele paraliza o corpo, faz o coração bater desesperadamente, o estomago embrulhar aí não tem jeito. Ou se encara ou se foge.
De todas as fobias quer se pode ter a que me acelera o coração é a de insetos. Baratas então me paralizam. E não dá nem para brincar que eu começo a chorar. Odeio baratas. Tenho pânico delas e confesso fujo da dona baratinha como se ela fosse um leão capaz de me devorar.
Tem pessoas que tem medo de relacionamentos. Pessoas com medo de apertar a mão de outro e pegar alguma doença. Alguns de atravessar a rua. Outros do escuro. Certos seres viventes tem medo de respirar e tem gente até com medo de gente. Sem falar nos medos de trovão, chuva, vento e as fobias a seres de outros planetas ou de espíritos, mortos, bichos, água e por aí vai. Medo é medo. Não se discute, se lamenta ou se supera.
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E hoje parabéns para mim! Muitas felicidades, saúde, amor, sucesso e dim dim!!! Adoro fazer aniversário!!! Mesmo que tenha gente que ache que isso significa um ano a menos de vida… Ano que vem eu viro balzaquiana!

A dependência virtual

Estou há três semanas, praticamente, sem internet em casa. Tenho acompanhado meus mails e recados do orkut filando o computador de um ou outro conhecido nos finais de semana. Depois desse tempo, inúmeras visitas do técnico, explicações sem o menor sentindo, formatar o micro duas vezes e mais tentativas frustradas de resolver o problema, tudo continua uma droga.
Acesso a internet com muita dificuldade. O computador tranca a toda hora. Perdi documentos importantes, mais uma vez, e me sinto como um peixe fora d’água. Não consigo baixar o msn e muito menos atualizar o anti vírus. O orkut não entra. Além de ter toda a questão do blog e da minha vida social, que desde que cheguei aqui, só acontece virtualmente, tem também a dependência. Para tudo hoje se precisa da internet, do computador.
A dependência que criamos das tecnologias é algo incrível. Sem elas nos sentimos fora do mundo, deprimidos e até isolados socialmente. Sim. Ninguém escreve mais cartas. Manda-se mails. Não se usa mais o telefone. Se manda mensagens, se fala pelo msn. Não se precisa contar as coisas para os amigos, eles acompanham pelo orkut. A maioria das pessoas gasta pelo menos uma hora de seu dia na internet, se atualizando, sabendo das coisas, procurando informações, e hoje, até para se pedir uma tele-entrega se usa a web.
É algo espetacular, mas as vezes assustador. Essa dependência mostra como somos seres sem imaginação e ao mesmo tempo tão criativos. Mostra os dois lados da moeda. Como podemos questionar tanto a sociabilidade virtual e ao mesmo tempo nos sentirmos tão isolados sem ela. Como antes usávamos o papel e a caneta e hoje sem o teclado e o programa de edição de texto parece que não sabemos escrever.
A questão é que algo que a um tempo nem existia, hoje, se torna primordial em nossas vidas. Nos torna dependentes como uma droga. E sentimos tanta falta dela, que chegamos a ter a síndrome da abstinência, tal e qual como se tivéssemos ficado sem consumi-la. Aí me lembro de todos os filmes de ficção sobre a revolução das maquinas, Matrix, Inteligência Artificial, O Homem Bicentenário, Exterminador do Futuro… O que realmente terá de verdade neles? Será que evoluiremos a ponto de esquecer de olhar para o céu e nos tornarmos escravos da tecnologia. Escravos já somos, inconscientemente, mas somos.
Se um dia as maquinas, realmente, nos dominarem a culpa foi nossa. Minha com certeza. Afinal sou viciada, preciso de tratamento e acho que voltarei a escrever cartas. Assim quem sabe, de alguma forma, eu me lembre de ter papel e caneta para as horas que o computador travar e as ideias brotarem.

Fim de Férias!

Depois de umas férias, rever amigos, uma oficina literária e colocar a casa em dia. Depois de matar as saudades do maridão, arrumar toda a bagunça, fazer feira e esperar duas semanas para ter a internet de volta. Sim duas semanas. Houve um temporal que queimou o modem dos dois computadores que temos em casa e, como moramos numa cidade para lá de desenvolvida, demorou a se conseguir um novo modem… Dois é obvio que seria muito delírio da minha parte querer. Mas enfim estou de volta.

Não. Ao contrário dos boatos e da neurose geral meu sumiço foi apenas a falta de modem na cidade de São Borja e não a gripe suína. Mas soube de uma história em que as pessoas tinham até medo de ligar para o portador da gripe com medo da pessoa espirrar no aparelho e por meio dos cabos de fibras óticas da Brasil Telecom se contaminarem. O mais engraçado é que a gripe comum mata mais pessoas do que a suína. Mas o que vai ser fazer? O porquinho coitado já é comparado com tanta coisa ruim que mais uma, menos uma ele nem se importa.

E tirando a gripe, o retardo do reinicio das aulas (aff! O que se faz com filhos em casa por tanto tempo?) e o sumiço misterioso da governadora, o mundo segue ao normal e eu na minha necessidade diária de escrever e tentar colocar alguma cor diferente no seu dia.

Estou de volta. Com algumas novidades e notícias. Alguns sabem que participo de concursos literários desde o início desse ano. Pois bem depois de alguns concursos fui selecionada para sair em uma antologia. O conto “Carla” ficou entre os 30 melhores de 1749 outros contos que participaram do Concurso de Contos da Cidade de Porto Seguro e logo estará figurando em um livro. Consegui nesse período também registrar meu primeiro romance na Biblioteca Nacional e agora ele está em fase de avaliação pelas editoras. O que é um grande progresso.

Enfim minha secretária está dispensada do serviço e agradeço muito ela pela força que me deu nesse período de férias e novos rumos para minha carreira. Além é claro de agradecê-la por ser a musa inspiradora do conto que foi selecionado.

Então depois desse textinho de atualizações e novidades amanhã volto para postar algo novo e diferente para vocês!