Expressões Femininas – O dicionário que todo homem deveria ter…
Achei isso numa comunidade que participo no orkut. Infelizmente não tem o nome do autor. Ou melhor da autora, porque só pode ter sido uma mulher que escreveu. Não sei bem como, mas parece que essa pessoa desconhecida traduziu todas as minhas expressões… E tenho quase certeza, que a maioria das mulheres usam com os mesmos significados. Eu sempre costumo dizer que uma mesma frase pode ter muitos sentidos e tudo depende de quem está nos ouvindo. Então aproveitem para rir um pouco…
Saudades
Eu não tenho escrito muito. Com outras coisas na cabeça, outros trabalhos, e a minha eterna desorganização com o tempo não consigo parar aqui na frente. Mas hoje estava lendo o blog de uma amiga querida do passado e ela detalhou seu fim de semana. A casa na praia, o banho de mar e por um minuto me vi nas areias da Praia do Mar Grosso. Sentido aquele vento, que tem um nome especifico e que fugiu da minha memória.
Meus guardados
Li no blog de uma amiga que ela fez uma limpa nas ruas recordações. Diários e agendas, bilhetinhos, cartas, papéis de bala, pétalas secas… Tudo para o único destino que os guardados inúteis merecem: o lixo.
Será?
Eu estava pensando, como a Sabrina consegue ser tão sexy e descolada com qualquer homem. Não é possível. Ela sempre que encarna num carinha, em uma festa ou num bar, no fim da noite, no mínimo o telefone ela trocou. Isso quando não sai com ele.
Tudo bem. Ela também não é exemplo, nessa área de relacionamentos, porque é tão solteira quanto eu. As historinhas dela não duram duas semanas. Não vão adiante porque ela gosta do jogo. A Sabrina é assim. Conquista o moço, aproveita um pouquinho e quando percebe que ele está na palma da mão ela da um belo de um chute na bunda do coitado.
Nossa grande diferença é essa: ela sempre conquista. Nunca levou um pé na bunda, apesar dos milhares que já deu. Está sempre pronta para o novo amor e jura que se apaixona por todos eles. Eu demoro a me apaixonar e estou sempre esperando o fora. Nesse ponto a Sabrina é meu exemplo de mulher. Mas só nesse ponto.
Eu não quero ficar como ela, cada semana com um carinha diferente e sempre jogando, buscando e tentando encontrar minha alma gêmea, se é que esse papo de alma gêmea realmente existe. Para mim bastava uma pessoa. Aquela pessoa especial, que eu me apaixonasse, que me desse dor de barriga só de pensar nele e que todos os dias estivesse me esperando em casa ou que eu ficasse esperando.
O meu amor não precisas ser perfeito. Eu sei que ele vai ter alguns defeitos, como todo mundo. Mas os defeitos dele serão tão mínimos perto da imensidão do meu amor que eu não vou perceber. Tanto faz se ele for, alto, baixo, loiro, moreno, olho azul, olho castanho… Ele só precisa me amar, amar o Fred e ser um cara bacana e leal. O resto não me importa.
Quanta besteira eu estou pensando. Devo estar em TPM ou em TPV (tensão pré – vôo). Ou quem sabe os dois. Porque se fosse só isso que eu esperava de um companheiro já teria parado de procurar a muito tempo. Não é tão simples assim. A pessoa certa é muito mais que isso. Nem eu sei descrever direito. Se eu soubesse, provavelmente já teria a encontrado.
Ele tem que me surpreender. Não precisa ser todos os dias. Mas sempre tem que ter algo novo, que me faça perceber o quanto vale a pena. Precisa ser uma pessoa com objetivos, futuro e que saiba a importância de compartilhar uma vida. Tem que gostar de gatos. Me aceitar do jeito que eu sou. Compreender minhas crises de humor. Minha TPM, meus choros compulsivos e mesmo assim me achar linda.
Ele não precisa ter nenhuma habilidade especial. Apenas me amar. Gostar dos meus amigos. Saber se divertir sozinho. Pessoas que sabem se divertir sozinhas são muito mais felizes. Igual ao meu amigo Júlio. O Júlio é assim. Se diverte sozinho, adora gatos, tem uma baita paciência comigo e está sempre pronto para me incentivar. Nossa! Além de tudo ele é muito mais gato do que eu poderia imaginar para mim.
Jesusssssssacendealuzzzzzzzzzzzzzz! Imagina! O Júlio. Que bobagem essa. Ele é simplesmente um amigo. Nunca passou disso. Mesmo a Rosana sempre dizendo que ele sente algo por mim. Será? Poderia ser ele a minha alma gêmea, a metade da minha laranja, o cara certo? Ali, todo esse tempo dando sopa… Não! De jeito nenhum… Ele nunca me deu bola, nunca me deu um motivo para eu achar que poderia rolar.
Se fosse ele seria tão bom. Pensar nele assim está me deixando nervosa. O Júlio é lindo. Nossa! Faz aquele tipo de homem forte, mas não sarado. Alto, boa pinta, podia ser modelo. Se veste super bem. Uma vez pensei que ele era gay. Nunca vejo ele com ninguém e as poucas vezes que falamos sobre isso ele disse que amava muito uma pessoa, que não sabia dos sentimentos dele, porque ele tinha medo de estragar tudo. Será? Será que essa pessoa sou eu? Não. Não pode ser.
Se bem que ele sempre está disponível quando ligo. Não perde uma oportunidade de me ver. De fazer algo comigo. Odeia quando falo de outros caras e sempre acha defeito nos meus pretendentes. Mesmo dando aula o dia inteiro, em duas faculdades diferentes (O cara é um gênio com trinta anos já tem mestrado e doutorado e escreve uma coluna diária para o melhor jornal da cidade), ele sempre me liga, nos meus intervalos para saber se estou bem e se o vôo foi tranquilo.
Preciso de uma reunião com minhas três consultoras para elas darem um parecer sobre toda essa loucura. E talvez deva marcar algo com ele. Mas algo diferente, especial, um jantar romântico a luz de velas com muito vinho barato para deixar de pilequinho logo e ele confessar seus sentimentos.
E se ele disser que tudo isso é uma loucura da minha cabeça? Um momento de carência compulsiva, obsessiva, que necessita, de algum modo, encontrar alguém para chamar de seu? Ou pior se ele brigar comigo e nunca mais quiser me ver? Quem vai me fazer sentir querida, aí? Melhor desistir dessa ideia maluca. Nada de jantar romântico. Nada de falar com as meninas. Deixa isso quieto que é melhor.
Voltando a minha metade da laranja ela tem que ser… O Júlio! Aí, agora essa coisa não sai da minha cabeça. Preciso achar um outro objeto de desejo e rápido. Para não comprometer minha amizade com ele. Que tal o novo co-piloto da nossa equipe? Ele parece ser um cara bacana. Está sempre de bom humor e acredita, piamente, que eu sou a melhor aeromoça da equipe. Imagina eu ser a melhor, com medo de voar. Isso me faz pensar que eu sou muito fingida.
Engano todo mundo. Essa desculpa de ritual de decolagem e aterrizagem, que preciso fazer, segundo a minha Mãe de Santo, que nem existe, foi a melhor coisa que pensei. Posso ficar aqui, sentadinha, pensando esse monte de besteiras e coisas sem nexo, ou totalmente nexadas (Será que o Júlio gosta de mim?) e assim dissimular meu medo e afasta-lo de mim.
O novo co-piloto. Quem sabe se eu estabelecer intimidade ele me convida para sair. Assim tiro essa ideia absurda do Júlio da cabeça e arranjo um novo romance. Vou fazer isso. Conversar mais com ele. Fabricar alguma intimidade, me atirar e arranjar um programa para o final de semana. Nossa. Tinha esquecido que combinei de viajar para a praia com ele. Sim. Com o Júlio. Jesussssssss acende a luzzzzzzzzz, please!
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Já que a Marjore agradou tanto mais um continho dela… A Rádio me consome muito tempo e nem sempre dá pra escrever… Mas sempre vai com muito carinho pra vcs…
O que importa?
Marjore Fernanda Imaculada dos Santos Reis… Não tão Imaculada
Marjore Fernanda Imaculada dos Santos Reis. Sem brincadeira esse é meu nome. Não tenho bem certeza o que passou na cabeça da minha mãe para fazer isso comigo, muito menos na do meu pai para concordar e pior ainda, na do escrivão para permitir tamanha maldade com uma criança. Não tem uma lei que proíbe de registrar as crianças com nomes esdrúxulos ? Se não tem deveria ter.
Marjore eu gosto. Não tem nada haver comigo, porque parece ser uma pessoa forte, guerreira, segura e bem sucedida em todos os aspectos da vida. Mas eu gosto. Dos Santos reis é sobrenome não tinha o que fazer a não ser nascer em outra família. Agora alguém me explica o que Fernanda Imaculada está fazendo aí no meio? Que diabos exatamente significam eles perdidos entre Marjore e dos Santos?
A senhora Regina, minha mãe, diga-se de passagem, me contou uma vez que ela queria Fernanda, meu pai Marjore e a minha vó Imaculada. Como eles não chegavam num consenso resolveram por os três sendo que a ordem era pela idade de cada autor. Teria ficado Imaculada Marjore Fernanda. Mas na hora de registrar o seu Gilberto, meu pai, achou que a ordem deveria ser hierárquica para criança. Ou seja, eu primeiro devo respeitar ele, depois mamãe e por último a vovó. Ainda bem que só tomei consciência disso depois de adulta. Imagina a confusão que seria na cabeça de uma criança.
Na escola era aquele deboche só… Na infância porque Majore não era comum. Na pré adolescência porque Marjore Fernanda não combinava e na adolescência por causa do Imaculada. Nem preciso explicar. Imaculada gerava muitas risadas entre os garotos na época. Não que alguém não fosse mais imaculada na minha turma, mas só de estar ali no meio do meu nome era um delírio juvenil.
Enfim é isso que diz na minha identidade. Sou aeromoça, tenho 26 anos e sou solteira. Capricorniana com a lua em câncer e o ascendente em virgem. O que faz de mim uma mistura de pessoa teimosa, insegura, chorona e perfeccionista. Morro de medo de voar, de baratas e da solteirice. De medos eu não posso falar. Gosto de sorvete de melancia, do meu gato Frederico e de acordar sem despertador.
Sou solteira porque quero, eu acho, pelo menos. Tem vários carinhas por aí querendo sair comigo. Só que nenhum é o príncipe dos meus sonhos. E os que poderiam ser o meu amado não me dão bola. Há uma certa discrepância nisso. Sabe aquela história do João que gostava da Maria que gostava do Pedro? É mais ou menos assim que tem funcionado comigo. Bianca diz que é uma questão de tempo. Que tem um homem especial reservado para mim no universo. Sabrina diz que o problema é que sou muito perfeccionista e que os homens são todos iguais. E a Rosana diz que eu não consigo estabelecer intimidade com os homens quando estou envolvida emocionalmente. Pra mim, nenhuma delas tem razão. Mas me conforta acreditar nas teorias da Bianca.
Eu já tive namorados. Claro, nenhum romance muito longo. Já chorei bastante por alguns e já dispensei uns quantos. Sou normal. Os que terminaram comigo cada um por um motivo, mas no fim sempre vinham com aquela desculpa esfarrapada de que o problema não era comigo e sim com eles que eram complicados e não mereciam uma pessoa tão bacana como eu. Claro que usei essa desculpa também. Acho que é a forma de dizer, sutilmente, que não se quer nada com a outra pessoa, mas sem destruir sua auto estima.
Pensando nisso me senti um pouco cínica e ao mesmo tempo com a auto estima destruída. Sim. Por que quando usei essa desculpa achava o cara um babaca, um chato, um metido, um escroto, ou sei lá qual outro defeito. O que será que os caras que me deram esse fora, realmente, pensaram sobre mim? Acho que quando chegar em casa vou ver de quais ainda tenho telefone e ligar para saber qual era o meu defeito. Não posso passar o resto da vida pensando que existem pessoas por aí que me odeiam. Principalmente caras com quem tive alguma coisa.
Não tem muita logica nisso. Eu sair ligando para todo ex que me deu um fora para saber o que ele realmente pensa de mim. Também não me importa. Preciso parar com essa mania de ficar pensando o que os outros pensam de mim e me preocupar com isso. Cada um é livre, graças a Deus, para pensar o que quiser do outro e se cada pensamento meu pudesse ser ouvido por outras pessoas, nossa… Não posso nem pensar nisso. Seria uma lista de coisas tão horríveis que aconteceriam em minha vida.
Eu não teria meu emprego maravilhoso, porque todos saberiam que tenho medo de voar. Eu nunca teria dado o primeiro beijo porque todos saberiam que tenho um certo nojinho dos germes e bactérias que vem da língua do outro. É claro, a delicia de um beijo supera o nojo, mas isso não faz com que segundos antes do momento eu deixe de pensar nas porcarias que estão lá.
Falando em porcarias, não posso me esquecer de limpar o banheiro do Sr. Fred. Aliás, acho que está na hora de uma boa faxina na casa e um banho no gato. Posso aproveitar e dar uma faxina geral em mim. Claro o que está aparente está sempre em ordem, mas e o ques está escondido? Nunca se sabe quando vou tropeçar no príncipe encantado perdido por aí. E se pintar algum convite melhor estar preparada do que pensando porque não me depilei.
Essa história de se concentrar em coisas da nossa vida ajuda mesmo. Vou comprar mais dessas revistas. Quem sabe elas possam lucidar outras áreas da minha vida e resolver todos os meus problemas. Uma poderia me dizer como achar o meu homem. Outra como se livrar das manias, dos quilos a mais, de gente chata, a fazer sorvete de melancia em casa, a matar baratas. Gostei disso. Vou procurar mais revistas dessas no free shopping. Aterrizamos!
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Pronto tá ai a atualização prometida! Já tinha escrito um outro conto com essa personagem.
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Até a Yeda tem blog…
Não é sacanagem. É sério. A governadora do Estado do Rio Grande do Sul, tem um blog. Quem acha que eu estou de sacanagem pode conferir nesse endereço: http://www.blogdayeda.com/?paged=2.
O mundo não é justo
Ele era só um menino. No meio de uma família conturbada, sem muita expectativa de vida e desde cedo passando por todo o tipo de situação. Uma mãe ausente, uma pai alcoólico e uma avó dedicada. Foi assim que ele cresceu. No meio de tanta violência, de tantas tragédias e de tantas histórias tristes, a dele tinha tudo para dar certo.
Uma pequena observação
Eu ainda não me organizei… Mas eu tô tentando… hahahahahahha