Sinto falta de você

Eu sinto falta de você em todos os segundos do meu dia. Quando acordo e não tenho seus braços para fazer aquela preguiça gostosa. Quando me desperto e não tenho seu beijo para me provar que mais um lindo dia começa. Quando escovo os dentes e você não sorri no espelho atrás de mim. Quando tomo café da manhã e você não está lá para falarmos sobre qualquer coisa. 

Sinto falta quando entro no carro, brigo no trânsito, escuto nossa música ou qualquer música. Sinto falta quando algo acontece, bom ou ruim, e não tenho você pra contar. Te procuro em tudo. Te vejo em tudo. Tudo me lembra você e mesmo assim ainda não estás lá.
Pego o telefone, procuro um sinal. Nada. Penso em ligar, em provocar ou mandar uma mensagem. Nada. Eu sinto sua falta e por mais estranho que isso possa parecer não é a falta de um amor. É a falta de um amigo. Eu sinto sua falta nos pequenos detalhes do dia a dia, nas pequenas coisas , na vida que segue, nas horas que voam e nos afastam ainda mais. 
Eu sinto sua falta e vou sentir eternamente. Não foi um amor que eu perdi. Foi um amigo e dói mais, sabia? Você sempre será o meu outro lado, a outra metade, a tampa do bule. Você é o cadarço do meu tênis velho, aquele todo desfiado, que da trabalho de entrar no buraco, mas que é perfeito pra fazer aquele laço. 
Eu sinto falta de você e nada no mundo vai mudar isso. Nem os anos, nem os novos amores, nem os velhos amigos. Sinto sua falta e mesmo que eu de as costas, ainda assim, eu saberei que essa saudades estará lá me lembrando que um dia vivemos tudo juntos.

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Vou te encontrar em outra vida

Eu quero te encontrar de novo em outra vida. Numa vida que não seja tão complicada. Numa vida que a gente não tenha tantos tropeços antes do nosso encontro. Em uma vida que a gente possa viver o que tivermos de viver. Sem cortes, sem outros, sem feridas e nem passados. 

Quero te encontrar em outra vida no início. Antes de aprender a brincar de amar. Antes de tocar qualquer outro corpo. Quero te encontrar em uma vida onde você seja meu primeiro. Meu único. Meu começo, meu medo e meu final feliz. 
Eu preciso te encontrar em outra vida  porque nessa simplesmente não deu. Você cruzou o meu caminho numa noite escura onde já não havia mais luz pra te enxergar. Não teve jeito se não te deixar passar.
Eu quero encontrar teu caminho. Em outra vida. E não quero me perder dele jamais. Eu te juro, em outra vida, a gente vai se encontrar e viver tudo que nessa a gente não pode. Tudo que foi nos tirado por um carro desgovernado. Eu quero te encontrar em outra vida onde a única estrada seja a nossa e só quem desfila por ela seja nosso amor. 
Eu preciso te encontrar em outra vida. Eu sei que só dessa forma meu vazio será preenchido e minha urgência esquecida. Eu preciso te encontrar em outra vida porque eu sei que nessa você já é o cara. Mas é tarde demais. 

Eu vou te encontrar em outra vida e sei que quando a gente se reconhecer, mesmo não entendo nada, a gente vai saber de tudo. Tudo que fala de saudade, de amor, de cumplicidade vai fazer o sentido que nessa vida não fez. 

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Irreversível

Você decidiu se afastar de mim e eu respeitei. E vou continuar respeitando a sua decisão. Sei que seu lado racional mandou você seguir esse caminho. Quanto mais distante, mais ausente, melhor. Eu entendo. E seu lado racional tem toda razão. Eu sei. Eu sei disso porque eu sou igual uma erva daninha, que vai se alastrando, aos poucos, silenciosa e sorrateira até que toma conta de todo o espaço e quando isso acontece é tarde demais e da muito trabalho se livrar. 

Você me cortou pela raiz antes que eu ocupasse um espaço ainda maior em sua vida. Sua vida perfeita, regrada, com objetivos a longo prazo. Mas uma vida vazia. Afinal, se ela estivesse perfeita eu não teria entrado, não é mesmo? Não do jeito que entrei. Não ocupando o espaço que ocupei e muito menos me espalhando do jeito que me espalhei. Mas você me colocou de lado e evitou que o dano fosse irreversível. Você não está errado. O caminho pelo qual a gente seguia podia ser muito arriscado, para você. 
Só que nessa história de me podar, você apenas esqueceu, que do outro lado, quem estava era eu. Uma pessoa que tem muitos sentimentos confusos, que carrega cicatrizes profundas, que se abrem com a maior facilidade do mundo em cada noite de temporal. Você esqueceu de tudo que foi lindo que a gente viveu e do quanto você me fez bem. Eu surto, eu sei. E você prometeu que estaria lá. E agora onde você está?
Eu ainda penso todas as noites que você vai me chamar. Ainda desejo teu corpo para me acalmar. Eu repito teu nome como uma oração. Não o dele, o teu. Eu ainda espero que em uma noite insone seja o meu nome que você vai balbuciar. Eu te sinto suspirando pela casa com pesar. Te vejo indeciso entre quem escutar. Eu te quero na minha rotina, nos meus dias, nos meus sonhos, dormindo ou acordada, pra poder me embalar. 
Eu brinco com as palavras, com os sentimentos, transformo eles em orações pra poder relaxar. Me sinto tão sem nada sem a tua voz, tão sem rumo sem a tua mão, tão fria sem a tua imaginação. Você decidiu se afastar de mim e eu não julgo, não condeno e nem tento evitar. Mas eu perdi, mais uma vez, a razão de viver e ganhei a maior fonte de inspiração: a solidão. 

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Talvez às vezes… E se nunca mais?

Às vezes a gente sente um medo danado de tudo que não viveu. Às vezes a gente antecipa o sofrimento por tudo que tem medo que vai acontecer. Às vezes fazemos planos bizarros pra sobreviver ao presente com esperança no futuro. Às vezes.

Talvez a gente nunca saiba se daria certo ou não. Talvez a gente nunca tente por medo de errar. Talvez a gente sofra demais por pensar. Talvez a gente só precisa deixar as coisas acontecerem. Talvez.
E se a gente não pensassem coisas ruins? E se a gente tentasse de vez em quando? E se a gente pudesse prever o futuro? E se a gente vivesse o presente? E se a gente apenas fosse a gente? E se?
Nunca mais eu quero pensar no que pode acontecer. Nunca mais eu quero sofrer sem saber se vou realmente sofrer. Nunca mais eu vou começar algo que tenho medo de terminar. Nunca mais eu vou me jogar de cabeça. Nunca mais eu vou me apaixonar. Nunca mais. 

Talvez às vezes… E se nunca mais?

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Só imaginação

Eu ainda penso em você. Apesar de saber que você não lembra mais de mim. Ainda espero ansiosa uma resposta que sei que não vou ter. Ainda tenho esperança que um dia você despiste todo seu auto controle e confesse que está com saudades. Porque eu sei que você sente saudades. 
Nas noites de chuva, pra enganar meu medo, te imagino com o corpo colado do meu. Sua pele quente encostando nas minhas costas, sua respiração na minha nuca, seu braço envolvendo minha cintura e a mão boba no meu peito, dizendo que é seu. 
Eu fecho os olhos e te sinto ali. Como parte de mim e mesmo sabendo que é só minha imaginação isso me conforta. Às vezes eu acordo pensando que estou em teus braços, que vais sorrir me dando bom dia, com os cabelos desgrenhados e os olhos pequenos, mal abertos, e que me dá vontade de te encher de beijos. 
Eu sei que não podemos. Que não devemos e que teu lado racional te afastou. Mas por que ainda sinto que você faz parte de mim? Por que é errado se no fundo a gente se deseja?
Eu queria poder dizer que as coisas seriam diferentes. Que poderíamos passar dias intermináveis na cama sem nos preocuparmos com mais nada. Eu queria acreditar que existiria uma chance da gente ser só a gente… juntos. 
Tudo isso só existe num mundo paralelo. Onde as coisas são bem diferentes da realidade e onde só existe nós dois. Um universo nosso, exclusivo pro nosso encontro, dedicado ao nosso amor, predestinado a felicidade em uma galáxia onde só nossos corações batem e nossos corpos habitam. 
Vou continuar pensando em você. Imaginando tua mão pesada passeando no meu corpo, arrepiando cada milímetro de pele que toca. Sentido tua respiração no meu pescoço, quente, descompassada, me causando delírios. E vou dormir assim todos os dias de chuva da minha vida. Porque mesmo só na imaginação você ainda é minha melhor companhia. 

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O silêncio do fim

A gente terminou no silêncio. Sabe aquela coisa meio assim …” então tá, a gente se fala”  e nunca mais se falou? Foi isso. 
Eu não falei mais porque achei que estava incomodando. Deixei a bola quicando pra ver se você fazia o gol. E você não falou… eu suponho que porque não quis. 
Foi um dia, mais um e mais um. Até que virou uma semana, um mês um ano. Nos primeiros dias eu olhava a toda hora o celular pra ter certeza que você não tinha enviado nada. 
Depois eu passei a esquecer, só olhava quando lembrava pra ter certeza que você não estava lá. E agora às vezes dói. E aí eu penso.
Eu tive vontade de perguntar “você desistiu de mim?”, mas controlei a minha ansiedade, respeitei o seu silêncio e segui em frente. O que mais eu poderia fazer?
De certa forma foi um alívio todo o silêncio. Seria difícil admitir que não passaríamos dos lençóis. Seria sofrido falar que não havia futuro pra nós. Que nossos universos não iriam se unir, apenas colidir causando uma catástrofe sobrenatural. 
Nossos silêncios falaram mais do que qualquer palavra. Deixaram um gosto amargo na boca. Deixaram uma saudade de algo que não aconteceu. Mas principalmente falaram de sentimentos que não podemos sentir.

A gente precisou do silêncio porque a gente não podia falar o que realmente sentia. A gente se acostumou com ele porque as palavras doeriam. A gente preferiu o silêncio porque mais nada nos restava e antes ele do que as lágrimas. 

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Esqueci de você

Eu já me esqueci de você. Assim como você esqueceu de mim. Não era bem o que eu queria e nem como eu previa para finalizar essa história que tinha tudo pra virar a nossa história. Mas foi o que aconteceu. 
Eu já me esqueci de você. E de todos os beijos molhados, os amassos dobrados, os carinhos trocados. Eu me esqueci porque você também se esqueceu.
Eu já me esqueci de você e não passo horas olhando o celular pra ver se você está lá, se você lembra de nós. Se você lembra de mim. Eu não recordo de nada que tenha teu nome, tenha teu toque, teu cheiro, teu gosto ou você por inteiro.
Eu já me esqueci de você e de tantas noites longas, curtas pela nossa ânsia de sermos um só. Me esqueci dos dias ensolarados, mesmo nublados e das cores da primavera mesmo no frio do inverno.
Eu já me esqueci de você. E de todas as suas manias chatas, sua risada sem graça, sua piadas mal contadas e suas conversas fiadas. Eu não lembro nem da sua voz que sussurrava em meu ouvido promessas vazias.
Eu não me esqueci de você. E nem poderia. Em todas as partes do meu corpo teu toque foi tatuado. Em todas as minhas lembranças teu nome é recordado. Para todos lados que eu olho seu sorriso está estampado. 
Eu não me esqueci de você. Mas você me apagou da sua vida como se nossa história tivesse sido escrita a lápis. Foi uma borracha barata. Mas em mim nem rabiscando por cima as marcas saem. 

Eu não me esqueci de você. E talvez eu nem queira. Talvez pensar em você é lembrar com saudades de algo que não vivemos mas que seria mágico se você não tivesse esquecido de mim. 

Vazios…

Minhas noites são vazias quando não estás para me fazer companhia. Sinto como se um pedaço de mim faltasse. Suas palavras, seus movimentos, seu toque e até mesmo seu silêncio preenchem a sala, o quarto, a casa e o meu coração. 
Não exista um dia em que tua ausência se faça presente que eu não pense suspirando pelos corredores como fica frio sem você aqui. Tento me esquentar com as cobertas, me aninhar nos travesseiros e ainda assim falta você e sobra saudade.

Alguns diriam é só uma noite. Talvez duas, três, um mês. Mas para mim é um dia a menos que comungamos risadas. É um minuto a menos que compartilhamos sorrisos. Um segundo a menos que te sinto. 
E não é dependência. Eu sei viver sem você. É amor. Eu não quero viver sem você. Os dias ficam cinzas, não porque estou deprimida, mas porque é teu sorriso que dá cor aos meus dias. 
Eu sei que é só uma noite. Algumas talvez, mas essa cama fica gigante e eu tão pequena. Tão frágil sem tua mão. Fico entregue aos pesadelos e tudo que eu quero são os sonhos que  sua voz me proporciona.

Preencher os meus vazios são a sua especialidade. Combater meus pesadelos tua habilidade e me fazer sentir felicidade tua necessidade. E eu aproveito cada um dos teus dons e dou meu tom para que a gente seja assim por toda a eternidade.

Num livro qualquer…

Eu escondo meu rosto atrás de uma xícara de café. Escondo meus sentimentos em palavras repetidas, frases feitas e promessas que não vão se cumprir. Conto histórias que não são minhas, mas poderiam ser. Escuto músicas que me fazem lembrar coisas que eu não vivi. 
Minhas feridas estão escondidas em imagens coloridas. Ninguém pode ver as marcas que o tempo e a dor deixaram lá. Minhas escolhas me assustam mais que me aliviam e ainda assim eu sigo beirando a vida, como que propositalmente buscando a morte. 

Eu converso com pessoas que me veem, mas não me enxergam. Que escutam mas não ouvem, que tocam mas não sentem. Eu falo com pessoas que tem os melhores momentos da vida, mas no segundo seguinte eu já sou passado. E de alguma forma eu nem mesmo faço parte dessas lembranças. 
Meus sonhos se tornam histórias, meus amores romances e minhas frustrações dramas. Todos consumidos avidamente por pessoas que procuram algum conforto nas páginas de um livro qualquer. Mas no final lembram-se apenas da personagem. Ela seria real ou imaginária? Seria possível viver assim? Quem escreveu não importa. Nem sua vida, nem seus sentimentos. O que importa é que o autor jamais pode matar a personagem amada se não ele passa a ser o ser odiado.
Eu transformo sentimentos em palavras e talvez você já tenha me levado para sua cama inúmeras vezes. Mas não sou eu quem você quer, é a outra pessoa, aquela que te fez buscar consolo em mim. 

 E se me perguntarem, por acaso, em algum dia cinza, se valeu a pena tantas horas de viagens por lugares inimagináveis, tantas noites com a cabeça fervilhando e o coração sangrando, eu responderia, com certeza, que só não valeria a pena, se você não estivesse agora me olhando, com uma lágrima no olho, pensando em tudo que a gente já viveu. 

Pega pega com você

Hoje eu acordei meio assim… Talvez seja a chuva lá fora, os tons de cinza que preenchem o dia, ou o vento que deixa tudo mais gelado do que deveria. Revirei-me na cama, de um lado para o outro, tentando encontrar forças para levantar, mas só encontrei motivos para ficar.  É tanta saudade que insiste em me lembrar que você não mais aqui está. 
Eu queria poder te falar tudo que carrego em meu peito, te contar meus medos e me aninhar em teus braços pra que juntos a gente achasse a porta de saída mais rápida. Só que a gente parou de fazer isso há muito tempo e agora jogamos um jogo perigoso onde sentimentos são silenciados e gestos escondidos. Por que parece errado te tocar quando o mais certo seria não te largar?

De jogos eu pouco entendo. Esse esconde esconde sentimentos passa longe da minha brincadeira preferida de pega pega com você. As lembranças me consomem, a vontade de te falar, de te beijar, de sentir teu corpo contra o meu, de te encontrar numa esquina qualquer, sob o luar, e te roubar um cheiro. Quando foi que mudamos a brincadeira e passamos a ser dois desconhecidos tão intimamente conhecidos?
E eu não sei o que se passa na sua cabeça. Não sei as angustias do teu coração. Não entendo os sinais complexos de tuas palavras que contrariam todas as expressões do teu corpo. Se não existe mais nada entre nós, por que ainda assim, não somos capazes de verbalizar?
Eu não aprendi a jogar. Só aprendi a te amar. E me sinto igual ao dono da bola sem a bola, ao cestinha do time de basquete sem fazer cestas, ao maratonista sem maratonas. Eu não sei jogar, das brincadeiras infantis eu me saia melhor sendo o bobinho. Eu continuo sendo o bobinho que fica entre tuas palavras e teu corpo, tentando de todas as formas pegar teu coração.

Sei que os jogos são brincadeiras de sedução, que os flertes são necessários e que isso tudo faz parte da conquista. Mas você já me conquistou. Então venha aqui, por favor. Me de sua mão, um cheiro, um beijo e um abraço apertado. Volte a brincar de pega pega e deixa esse esconde esconde pra trás. Venha andar de montanha russa ao meu lado porque eu sei que quando estivermos lá no alto e a queda for inevitável, se a sua mão estiver junto a minha, mesmos aos gritos de pavor, a gente aguenta o tranco e volta a subir… subir.