Procura-se pessoas

Procura-se pessoas que não tenham medo. Medo de viver, de amar, de se entregar e festejar.

Pessoas que não tenham medo de se jogar e se quebrar. Que não tenham medo de mudar, de se reinventar e reconstruir.

Procura-se pessoas que tenham o sorriso como arma, o humor como dom, as palavras como esperança.

Pessoas que saibam o significado de confiança, de perseverança, de empatia.

Procura-se pessoas que saibam somar, multiplicar e compartilhar.

Pessoas que não queiram diminuir, dividir ou minimizar.

Procura-se pessoas que saibam se amar. Que consigam rir das desgraças, chorar com as alegrias e se derretam com um sorriso de criança ou um bichinho fofo.

Pessoas que já aprenderam a viver, que sabem que nada é por acaso e que o acaso é gente que faz.

Pessoas como eu, como você, como nós que cansaram desse mundo amargo e cheio de falsidade, de intolerância e preconceito.

Almas livres pra se jogar e encontrar novas pessoas que vão agregar.

Das coisas que a gente aprende na vida

Das coisas que a gente aprende na vida:

– se você está errado se sente ofendido com cada direta, indireta ou postagem do outro;

– um joelho ralado dói menos que um coração partido. Porém um coração em paz sempre se cura.

– amar não é algo que qualquer pessoa seja capaz de fazer. Algumas passarão a vida sem entender ou conhecer o real significado do amor. E tudo bem. Quem perde são elas.

– ser quem você é, é mais importante do que ser quem os outros querem.

– cedo ou tarde plantamos o que colhemos. E admitir nossos erros, pedir perdão e, principalmente, se colocar no lugar do outro é a única forma de anemizar a colheita ruim.

– por mais que as pessoas tenham inveja e queiram ser como você, apenas você é capaz. Ninguém te tira o que é teu. Ninguém nunca será você.

– existem pessoas que jamais serão boas. Infelizmente é da natureza humana. Elas nunca terão a capacidade de viver felizes, sempre desejarão o que o outro tem. Mesmo que o outro não tenha nada.

-ás vezes a gente precisa tomar atitudes drásticas para cortar pela raiz o que lhe faz mal. Mesmo que isso lhe faça mal, pensar em você e se proteger é o melhor que podemos fazer pra nós mesmos.

– um castelo pode ruir rapidamente. Mas as lembranças e estrutura que o moldaram sempre estarão presentes.

– perdoar não é fácil. Não é simples e exige muito mais da gente do que odiar. Mas quando se consegue a gente se sente muito mais feliz e leve.

E por mais que seja complicada cada lição, vale a pena.   

Tenho pressa

Eu preciso te dizer uma coisa. Na verdade eu não preciso, mas quero. Porque não sei ser de outra forma. Eu tenho pressa. Tenho pressa porque fui muito machucada. Tenho pressa porque me destruíram de varias formas.

Me quebraram em mil pedaços que ás vezes parece ser impossível de ser reconstruído. Tenho pressa porque quero me livrar da sensação de ainda pertencer a quem me destruiu. Tenho pressa porque não foi só a minha vida, rotina e casa que me tiraram. Foi minha auto estima, a certeza de ser capaz. A vontade de sorrir.

E quero tudo isso de volta. Tenho pressa porque quero voltar a viver. Me sentir mulher. Pulsando, transpirando e gozando por cada coisa que ainda posso conquistar.

Mas eu entendo se quiseres pular fora. Não é pra qualquer um uma mulher quebrada. Só posso dizer que se ficares terás pra sempre a mais fiel das companheiras, a mais grata das pessoas e saberás o que realmente é ser amado.

Te perdoo

Eu te perdoo. Depois de muito tentar entender, de pensar, internalizar e até externar o turbilhão de  sentimentos que existiram e existem dentro de mim, eu te perdoo. Não pense que isso é fácil ou que é porque não me importo. Ao contrário. Eu me importo demais. Me importo tanto que te perdoar parece ser a única forma de seguir em frente. 

Não consigo mais remoer a mesma história, tentar encontrar  sinais ou explicações para teu comportamento infantil e egoísta. Não quero mais pensar na mesma coisa ou lembrar que tudo que construímos ruiu com uma cantada barata. Não importa mais. O que foi destruído nunca mais terá majestade, e as ruínas, como fotos apagadas pelo tempo, ficarão marcadas para sempre nas memórias que insitem em torturar e se misturar com tudo que era feliz. 

Te perdoar, não é por ti. É por mim. É a minha carta de alforria, o papel não assinado que me garante a liberdade de seguir em frente. Do jeito que sempre fiz. Que sempre fui, que sempre me fez feliz. Te perdoar é mostrar que eu sou melhor, que sou a mesma pessoa, apesar da dor, do tormento e das tuas palavras agressivas tentando me diminuir. 

Não fui eu quem perdi ou que se perdeu. A cada sorriso e cada conquista, cada novo aprendizado e a cada abraço carinhoso, entre eu te amos sussurrados, fui te perdoando um pouco. Quem perdeu, quem demoliu, destruiu e ficou sem amor foi você. Por isso te perdoo. O preço é alto a ser pago, e mesmo que agora ainda estejas sobre os feitiços de algum batuque da vida, um dia tua cabeça voltará ao lugar. Um dia saberás. Um dia te arrependerás. 

Eu te perdoo. Saiba de antemão que te perdoo. A mágoa se dissipou, o sol voltou a brilhar, a vida que segue em frente. Eu te perdoo. Mas sei que você nunca irá se perdoar. E no dia que estiveres pronto para pedir perdão, não precisa. Eu já te perdoei, só não sei se a vida, as outras pessoas magoadas serão capazes de perdoar também. 

Quem planta, colhe

Se tem coisa que eu não guardo na vida é rancor. Tem tantos outros sentimentos pra se guardar, tantas coisas boas pra lembrar, tantas histórias pra contar, que um sentimento ruim não deve reinar.

Eu sei que eu deveria odiar. Deveria renegar, deveria até mesmo matar. Em outros tempos na fogueira ela queimaria e ele poderia ser envenenado lentamente pra sofrer do mesmo jeito que me fez sofrer. Em outros tempos. Ou com outras pessoas no meu lugar.

Eu não desejo o mal. Ao contrário, desejo em dobro tudo que me fizeram passar. Apenas isso. E o dobro com certeza será bem dolorido.

No fundo o que eu sinto é pena. Ele por ser trouxa. Ela por ser… bem não sei nem o que dizer que ela é sem parecer ofensivo ou pejorativo. Mas me digam vocês, que adjetivo usamos para descrever uma pessoa que entra na sua casa, se finge de amiga, agarra seu marido no local de trabalho, arma pro próprio marido descobrir, chantageia, se faz de vítima e ainda mente para as pessoas dizendo que você, que acolheu, que respeitou, que aproximou, é uma pessoa ruim?

Eu não sei.

Mas nessa vida o rancor eu não guardo. Sigo o meu caminho, dou a volta por cima e ás vezes nem lembro mais que isso aconteceu. Olho pra ele e sinto pena. Penso nela e sinto pena. As pessoas colhem o que plantam. E a colheita é certa. Quem planta inveja, mentiras e falsidade só pode colher tristeza.

Eu planto amor. Plano honestidade. Planto respeito. E estou tentando plantar perdão. Porque claro que eu não sou a pessoa mais iluminada da terra. Não nasci pra Cristo pra dar a outra outra face e apanhar de novo.  Eu aprendo com o que a vida me da. Caio, levanto e continuo sorrindo. Tenho a sorte de ter amigos. Verdadeiros. Daqueles que te amparam perto ou longe. Daqueles que te confortam com palavras, risadas e doses homeopáticas de amor.

Mas tenho isso porque planto coisas boas. Levanto porque sou do bem. Sorrio porque durmo a noite tranquila, sabendo que minhas consciência está tranquila. Já os outros, aqueles que fazem o mal, esses devem ter pesadelos. Dos mais sombrios. Esses carregam olheiras em vez de sorrisos. Esses o dia que caírem nunca mais levantam. E por mais que pareça pirraça eu ainda vou dizer: Eu avisei!

O dia que ele disse que estava apaixonado por outra

O dia que ele disse que estava apaixonada por outra o mundo caiu na minha cabeça. Por mais lógico que a gente pense que pode acontecer com qualquer casal, eram 12 anos. 

Anos em que todas as lembranças tinha o mesmo gosto, o mesmo cheiro, a mesma fisionomia. Anos que viraram uma vida. Que geraram vida. Onde a complexidade, o carinho e a conexão existiam.

No dia que ele me disse que estava apaixonado por outra eu liguei o foda-se. Gritei, chorei, chantageie, me humilhei. Implorei para que a gente tentasse: a resposta foi não. Minhas decisões acarretaram consequências e não posso voltar atrás. Não era não querer, era poder. O poder de alguém que convivia ao meu lado conseguiu ter. 

Quando ele me disse quem era a outra doeu mais. A outra se passava por amiga, frequentava a minha casa, comia na minha mesa, se fazia de querida. Levava o marido junto pra esfregar nas nossas caras a humilhação. E a gente não percebia nada. 

O dia que ele disse que estava apaixonado por outra eu fiquei perdida, confusa, sem chão. Mas ele ainda andava de aliança, ele ainda me chamava de amor, ele chorava como se estivesse sofrendo. Nada importou. Nem a amizade, nem o amor, nem o carinho e a cumplicidade. Nada. Nem nosso filho importou. Veio aquele papo de que nunca vou deixar de participar da vida de vocês. Ao mesmo tempo que nem um abraço ele era capaz de me dar. 

No dia seguinte o papo já era diferente. Só pegaria o menino na porta, quando desse. No final das contas tudo que existiu se acabou. Tudo que construímos juntos desmoronou. Apenas com uma simples frase, numa noite de sábado, depois do jantar e de termos passado o dia organizando o que levar para nossa ex casa nova. 

Se dói? Dói demais. Dormir se tornou impossível, acordar é trabalhoso, comer da vontade de vomitar. E não é separação em si, mas a forma como foi. A forma como as coisas aconteceram. A forma como fui  traída dentro da minha casa, pela pessoa que eu mais amei e por uma pessoa que se fingia de amiga. 

Eu não tive direito de tentar, não tive uma chance, como tantas ele teve. Eu não me prepararei para o que estava por vir. Simplesmente veio, me arrancou um pedaço e me deixou oca por dentro. Quem sou eu agora que não somos nós?

Mais Maria

Se eu tivesse sido mais Maria ou talvez mais academia ou quem sabe mais materialista você ainda estaria aqui. Mas aí, eu não estaria.

Se existe uma coisa que me orgulho é de ser quem sou. Todos os meus defeitos e qualidades são os mesmos. Meus ideais, crenças e moral são as mesmas. Não fui eu quem mudei. Eu sou exatamente a mesma pessoa por quem você se apaixonou.

Um pouco mais madura, é verdade. Menos impulsiva, é natural. Mais tranquila o que é resultado do tempo. Mas ainda assim a mesma pessoa que você amou.

Eu sou quem sou e quem sempre fui. O tempo me solidificou, me ensinou o que é de verdade, o que realmente me importa e  que o meu sorriso ninguém me tira. Aquele sorriso que você idolotrou.

Sou forte, sou guerreira. Apanho, caio e levanto sem deixar que o brilho no olhar se apague. Aquele olhar que te hipnotizou.

Sou quente, sou vida, sou o furacão quando precisa e a calmaria necessária. Sou aquela que não desiste, que joga a toalha só quando mais nada resolve. Decidida, forte, segura. Sou a mesma menina que você se encantou.

Sou carinhosa, leal, fiel e honesta. Sou o Porto Seguro, a âncora, o rumo, a alvorada e o pôr do sol. Eu sou o sol, a lua, as estrelas e todo o Universo. Aquele Universo que era seu.

Não fui eu quem mudei. Não fui eu quem desistiu. Não fui eu quem deixou o que a gente tinha morrer. Não fui eu quem decidiu. Eu ainda sou a mesma pessoa, aquela que você sempre vai amar. Aquela por quem você sempre vai chorar. E vai se arrepender de um dia ter abandonado.

Não somos mais os mesmos

Faz tempos que percebo que a cada dia eu enxergo as coisas de um jeito. E não são problemas da idade, de falta de visão. É percepção. Deve ser o tal amadurecimento que todo mundo comenta. Mas eu também não tenho bem certeza se é isso. Ou se é a vida mesmo que anda esquisita.

Sei que não tenho mais a mesma cabeça dos 20 — nem o corpo, nem os cabelos, nem mesmo o tesão no olhar — e nem sou mais tão impulsiva, mesmo que essa ainda seja uma das minhas características mais marcantes.  A verdade é que tudo está diferente. O mundo é outro. Quando eu tinha 10 anos um homem me assediou na rua, me mostrou o pinto. Ninguém chamou ele de pedófilo. Quando eu tinha 12 anos meu tio faleceu de Aids, ele era gay. Mas ninguém perseguia ele na rua por isso.

Eu fui ter computador com 20, internet em casa com 24. Celular também… Eu andava na rua até tarde sem medo de ser assaltada. Saia das festas sem medo de ser estuprada. Eu usava roupa curta, decote, bebia sem me sentir culpada.

Eu mudei. É claro que sim! Amadureci, talvez não tanto quanto deveria, mas mais do que eu gostaria. Mas todos mudamos. O mundo mudou. E com tanto esclarecimento, tecnologia e conhecimento também aumentou a falta de empatia. Eu sei, sempre toco na mesma tecla. Mas essa semana mais um homossexual foi morto brutalmente. Mais uma menina estuprada por usar roupa curtas. Mais um uber assediou uma passageira… mais uma vez, das muitas que vemos agora todos os dias…

Ah, antes as coisas também aconteciam… a gente é que não sabia! Será? Será que a gente não sabia ou que a gente se colocava no lugar do outro e não julgava? Nós mudamos. Não somos mais os mesmos… e perdemos o amor pelo próximo.

Todos os dias

Todos os dias eu penso em você. Quando acordo, antes mesmo de abrir os olhos, seu sorriso me invade. Quando me deito, seu boa noite me consola. Até quando durmo estou pensando em você, sua voz, seu toque, seus trejeitos invadem meus sonhos e me conduzem por calmos passeios ao teu lado.

Todos os dias controlo meus impulsos. Queria saber mais, queria saber onde estás, como estás. O que tens feito. Mas me conformo com as lembranças e aplaco essa vontade insistente. Todos os dias eu lembro do teu sabor. A todo momento escuto tua gargalhada em minha memória. Saudades daqueles risos, saudades de quando eram meus. Todos os dias.

Mas nem todos os dias quiseram que fossem iguais. E se tem algo que eu aprendi contigo é que nada acontece ao acaso. Se eu não posso te ter todos os dias, a tua lembrança não há de me abandonar. Mesmo que todos os dias sejam só lembranças ainda assim são minhas. Ainda assim são nossas.

Todos os dias eu pensarei em você. De uma forma ou outra, lembrando ou desejando, amando ou odiando, me culpando ou ti culpando. Todos os dias eu serei eu sem você. Você sem mim. Todos os dias eu dormirei com o teu boa noite e me encontrarei com tuas mãos em sonhos. Todos os dias eu seguirei vivendo a te esperar, a te buscar. E um dia, finalmente, nos reencontraremos.

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 Enquanto vive as últimas 24 horas de sua vida, Maria Rita passeia por seu passado e ao buscar o nada ela encontra tudo.  AVISO DE GATILHO: Violência contra a mulher.

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Cálculos da vida

Eu nunca fui muito boa com noções de espaço, números, distâncias, cálculos ou geografia. E nem com o tempo. Para mim a madrugada do dia sempre foi a do dia seguinte. Assim como enquanto eu não durmo ainda é o mesmo dia.

Eu nunca fui muito boa em explicar caminhos. Eu apenas sei chegar lá. São habilidades que me faltam, mas nunca me fizeram falta. Pra que eu preciso saber qual é a esquerda e a direita, se basta balançar a mão que eu escrevo e sei qual é. Mas eu preciso balançar a mão para saber.

Fico pensando em quantas coisas eu não sei, quantos conceitos eu não decorei. Quantas formulas eu me esqueci, nunca aprendi ou deixei passar. A regra de três, eu ainda faço com aquele macete de criança, colocando os números no papel, cruzando o x no meio, multiplicando e dividindo. Eu Não sei fazer de outro jeito.

Mas eu sempre soube ouvir, sempre soube escrever. Sempre soube falar de sentimentos. Eu sei chegar onde eu quero, sei lutar pelo que preciso, sei o quanto o tempo significa para mim e sei o quanto uma noite insone pode ser generosa ou dolorida.

Eu entendo da vida, das pessoas, das coisas, dos sentimentos… não dos números. Eu entendo que a vida vai além das fórmulas, das regras, das geografias. As distâncias estão mais relacionadas aos sentimentos que aos quilômetros, então não faz diferença o que dizem os mapas. Eu entendo que noção de espaço está relacionado ao quanto alguém ocupa meu coração.

Não me faz falta esse monte de teorias, o que me faz falta é o calor humano, a boa conversa, as risadas com amigos, os abraços e beijos que deixamos de lado. O tempo, o espaço, a distância e os números só são válidos se estiverem relacionados ao que você aproveita da vida.

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