Eu não te perdoo

Nunca foi o fato físico que mais doeu, foi a mentira, a falta de caráter, a dissimulação. Nunca foi a cerca pulada, mas as mensagens trocadas,  o deitar pensando em outra, os dizeres de amor, mesmo que mentirosos.

Não existe perdão. Podem se passar mil anos, ainda assim eu lembrarei. Lembrarei porque doeu. Lembrarei porque as cenas que eu imagino se repetem na minha cabeça, infinitas vezes, mesmo que eu tente não pensar, mesmo que sejam apenas a minha imaginação.

Por mais que eu saiba que fiquei calada, que engoli o orgulho e decide por conta própria ficar ao teu lado, não significa que exista perdão. Existi apenas um relevar.

Nunca mais vai haver confiança. Nunca mais o amor será o mesmo. Jamais me entregarei de novo. Uma vez é suficiente pra entender que meu coração sangra e nunca cicatrizará.

Traição não tem perdão. É a mais pura verdade, mas a falta de perdão não significa o fim. É a mais covarde realidade.

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Pensamentos sacanas

Coloquei meu coração nas tuas mãos. Como bom taurino que és, te apoderastes devagar. Não só do coração, mas também de cada centímetro  de pele que cobre minha alma. Me tornei latifúndio em tua boca. Caminho traçado com a saliva da tua língua. Desenhado pelo toque dos teus dedos. Terra fértil para tuas incursões.

Tentei te devorar instantaneamente. Me saboreastes lentamente. Para que a pressa se o prazer está na tortura dos meus pensamentos sacanas, que insistes em prolongar com a tua voz rouca, me dizendo ao pé do ouvido que temos tempo.

Tempo para mim, que anseio por teus beijos, pelo teu toque, teu pulsar é determinado pela ansiedade de me entregar. Tempo para ti que te deleitas com o meu urgir é sereno e banquete. Sou tua refeição que não tens pressa em degustar.

Se entre nós dois o tempo parece brincar, sendo sentindo por cada um na intensidade das mãos, que parecem não aceitar, a distância determina o resultado da equação, onde dois corpos ocupam o mesmo espaço e ninguém ousará dizer o contrário.

Nessa minha ansiedade e tua vagareza ambos sabemos que o resultado final explode em cores, cheiros e sabores que só duas almas apaixonadas são capazes de se entregar.

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De longe

Olhos as fotos coloridas, postadas nas redes sociais, com olhos que brilham e sorrisos sinceros, e tudo que penso é que deveria ser eu ao seu lado. Sei que nada é fingimento. Eu não consegui deixar de estar lá num momento tão importante pra sua vida. Foram noites insones atrás desse objetivo, que era teu e virou meu.

Chorei quando chamaram o teu nome. E chorei dobrado quando foi a ela que tu agradeceu. Porque deveria ser eu. Acompanhei de longe cada gesto trocado entre vocês. A cumplicidade latente que emanava dos olhares que um dia foram meus. Eu sei. Fui eu. E ainda assim eu queria que fosse para mim.

No dia que fechei as portas, joguei a chave fora e sai arrastando a mala velha com as rodas quebradas pelas calçadas tortas, eu não sabia. Não podia imaginar que doeria daquela forma. E nem que você rapidamente encontraria alguém para o meu lugar. Não apenas nos lençóis puídos da cama do apartamento conjugado. Mas alguém que ocupasse o vazio do peito que eu arrombei quando me fui.

Eu sei. Deveria ser eu. Doeu ver que não fui infinita para ti, que ela te faz tão feliz, que existe amor entre vocês. Mas doeu mais ainda saber que eu nunca mais serei o motivo do teu riso, o nome a ser exaltado pela tua voz rouca ou o olhar apaixonado. Porque eu sei que nunca mais serei a tua menina e nunca mais terei o teu bom dia. Serei Apenas o passado, mesmo querendo ser o agora. E a culpa foi toda minha e da mala de rodas quebradas.

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Se sentires saudades

Se por acaso sentires saudades, saibas que estarei aqui. Talvez seja improvável que penses que um dia existi. Mas costumam dizer os poetas que um verdadeiro amor nunca morre. Não sei se foi amor, se foi verdadeiro, se foi recíproco. Só tenho a certeza que ainda estarei aqui.

Não te iludas também de que ficarei esperando teu chamar. Não é isso, meu amor. A vida continua e outros irão ocupar o espaço vago na cama que deixastes em uma noite fria. Mas quando quiseres retornar, troco os lençóis e escondo todos no armário para te esperar.

Eu não sei se um dia voltarás ou se quer se lembrarás. Mas eu não esquecerei. E com pesar sentirei tua falta a cada segundo. Mesmo quando esses segundos não forem teus. Porque não há de ser a distância que conseguirá aplacar esse fogo que me consome apenas de suspirar teu nome.

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Amor apesar da guerra

Ele se aproximou devagar. Não queria assusta-la. Depois de tanto tempo afastados, no mínimo seria estranho que chegasse de supetão. Ela não o esperava, isso era um fato. Talvez achasse que estivesse morto ou que a esquecera. Mas nunca faria isso. Nem morrer, nem a esquecer.

Corria o risco contrário. Ela poderia ter se livrado de todas as recordações e encontrado um novo amor. Quem saberia? A vida da voltas, os encontros ocorrem. E os desencontros também. Ele só precisava ter certeza. Se fosse isso, assumiria a sua responsabilidade e desaparecia novamente. Dessa vez para sempre. Desaparecer era uma de suas melhores habilidades.

Não sabia explicar o por quê de seu desaparecimento. Nem lembrava quando foi que parou de telefonar. A única certeza que possuía é que, todos os dias, seus primeiros e últimos pensamentos eram dela. Eram nela. Eram por ela. E se conseguiu sobreviver, as coisas que via, os tiros trocados e os perigos sofridos, era por ela.

Talvez, pensando assim, lembraria que foi por ela também que desapareceu. Em algum momento, daquela guerra sem motivos, perdeu as esperanças sobre seu findamento.  Perdeu a fé nos homens que lhe comandavam. E nos que comandava também. Perdeu o respeito pela vida. Por qualquer vida.  Sentiu-se indigno de qualquer tipo de sentimento. Não podia fazer com que ela sofresse depois. Então, resolveu antecipar o sofrimento.

Mas a guerra acabou. Ou pelo menos para ele acabou. Não era um desertor, só não mais era um soldado. Pediu baixa das trincheiras e resolveu lutar por algo que acreditava e que nada mais tinha a ver com poder e conquista. Agora lutaria pela vida, lutaria por ela se fosse preciso e lutaria para findar todas as guerras.

Homens acreditam que a arma erguida lhes confere soberania. Que a terra conquistada lhes da poder, que a morte de outro vale se for para o bem maior. O bem maior de quem? Tudo que acreditou durante a vida, não fazia mais sentido. Descobrirá, enquanto uma bomba explodia seus companheiros ao seu lado, que a maior conquista de um homem era a mulher amada.

Por isso voltara. Aproximava-se devagar. Não sabia quais palavras usar. Elas seriam necessárias e ele sempre foi o homem das armas. Palavras se resumiam a sim, senhor e comandos de manobras, para destruir o inimigo.

Deus não falha aqueles que pedem sua segunda chance. As mãos do destino fizeram com que ela virasse o rosto em sua direção. Ele parou. Congelado em seu lugar, sentindo algo queimar por dentro, mas incapaz de descongela-lo por fora. Ela sorriu. Sorriu e correu. Correu e chorou. Chorou e caiu em seus braços. Caiu em seus braços e o encarou. E quando os olhos se encontraram, as palavras não foram necessárias. Os crimes de guerra perdoados. E a nova batalha estava traçada. Mas a única conquista que lhe interessava era o coração e curvas da mulher amada.

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Em ritmo de samba

Muita coisa acontece em meu coração a cada vez que meu olhar encontra o teu. Uma bateria acelerada, que em ritmo de samba, me faz perder o compasso e apressar os passos de encontro aos seus braços.

Na cadência do tambor, o meu pulso pulsa. Meu sangue corre, ferve. Dá um tom ruborizado à minha pele. Sinto os poros se dilatando, a água vertendo, meu líquido escorrendo como o rio de encontro ao teu mar.

São apenas teus olhos a me encarar. Mas preciso te tocar. Te sentir. Te ver latejar. Preciso ter certeza de que cada arrepio é real. Minha pele se entrega ao toque do teu paladar.

São cheiros, gostos, sorrisos, saliva, mãos e bocas. São línguas, beijos e toques. Carícias. A marcha de carnaval que segue, prendendo o suor na pele, dando o gosto salgado ao que de mais doce existe.

E tuas mãos a me mostrar os caminhos escuros que não imaginei encontrar. Teu corpo a me conduzir pela melodia alegre, pela avenida pulsante, pelo rebolado que nunca pensei ser capaz. Rebolo na tua mão. Na tua língua, no teu olhar. Rebolo e me encaixo. Me encaixo em ti. Em nós.

E nessa dança perfeita, ritmada pela bateria da escola de samba, que toca empolgada em meu coração, entendo que não tenho para onde fugir. Tua avenida me arrebatou. Teu corpo me incendiou e tua mão me faz mulher, pela primeira vez.

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Falar de você

Eu quero falar de mim. Mas também quero falar de você. Quero falar de todas as vezes que deixei que o silêncio dessas as respostas ou que brinquei de joguinhos e escondi sentimentos.

Quero falar daquilo que transborda em meu peito, mas que segundo as revistas femininas diz que não devo dizer. Quero sentir tudo que você me provoca, mas que me ensinaram que era proibido. Quero me libertar. Esquecer as regras e as lendas é apenas me entregar.

Eu quero falar de você. De tudo que me provoca, da chama que acende, do sentimento que desperta, dos gemidos que preciso ouvir, do toque que quero sentir.

Eu quero falar de mim, mas também quero falar de você. Eu quero falar de nós. Do antes e do depois. Do agora. Eu quero poder dizer sem medo que me apaixonei por você. Quero poder me atirar de cabeça sem julgamentos e cair no teu colo pra me aninhar.

Eu quero falar de você. Do que sente, pensa e faz. Do que quer. Quero saber se faço parte dos teus planos ou sou só passageiro. Pouco importa porque eu só quero você.

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O Universo realmente pode conspirar em nosso favor? Lia e Theo tem quase certeza que ele é uma criança birrenta porque mais atrapalha do que ajuda, pelo menos no romance deles.
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Última chance

Quando a saudades não cabe mais dentro do peito ela transborda pelos olhos. Não me lembro mais quando foi a última vez que falamos. Se foram palavras doces ou duras. Se sorrimos ou fizemos cara de mal. Se revirei os olhos para alguma piada boba ou se te encarei apaixonada.

Só lembro que você não está mais aqui. Em todos os dias da minha vida, quando qualquer besteira acontece eu quero correr para ti contar. Mas já não é mais permitido. Não é mais possível. As vezes esqueço a tua ausência e quando a recordo o peito dói forte. Uma dor que não tem cura, explicação ou saída.

E quando a falta é tão intensa, que não cabe mais só dentro da dor que sinto no peito, eu choro. Choro porque você me faz falta todos os dias. Em todas as horas. A cada segundo. Choro porque eu queria, só mais um minuto, um dia, uma vida pra dizer o quanto te amo.

Eu sei que essa dor nunca vai passar. Que a saudade de tempos em tempos vai apertar. Que em noites de chuva em vou lembrar. E em dias de sol eu vou recordar. Eu sei. Sei que mesmo ausente você sempre está presente. Que enxuga cada lágrima do meu rosto com seu sorriso maroto. Mesmo que eu não veja, eu sinto.

Mas tua presença ausente, não me faz companhia. Não me aquece nas noites frias, não me embala nas horas de medo e nem me acalenta na saudade. Tua ausência presente me deixa com saudades. Teus sussurros que não ouço ecoam pelos meus ouvidos, me lembrando que a tua voz rouca nunca mais vai me despertar em domingos preguiçosos.

Eu sinto falta de ti. Mesmo que outros estejam aqui. Eu divido meus sonhos com quem não entende. Me aventuro por rumos que eu não tenho fé e no final das contas é no teu retrato que eu termino o dia. Com um beijo de boa noite singelo, que diz mais sobre a minha solidão do que eu queria dizer.

Eu só queria uma chance de me despedir. E se eu tivesse eu iria com você. Por toda a eternidade. Porque nada nessa vida vale a pena sem teu sorriso, sem teus braços me apertando, me jogando pro alto e me fazendo cocegas. Nada nesse mundo tem sentindo sem teu olhar me acalmando, sem tuas mãos me abalando, sem teu amor me tocando.

Eu só queria uma última chance de te sorrir. De te ouvir, de falar o quanto te amo e ouvir, daquele jeito meio bobo, que você me ama mais. Uma última chance  de saber, que independente do que a vida decidiu, um dia ainda existirá eu e você.

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Sabemos que a batalha contra o preconceito é árdua e que alguns textos podem te chocar ou mesmo fazer com que você se identifique. Tudo bem se isso acontecer. Não se preocupe! Isso não significa que você seja uma pessoa ruim. Significa apenas que você, assim como tantos outros, precisa mudar.

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Metades

Metade de mim é você. A outra metade também. Quando me perdi de mim mesma foi as tuas mãos que juntaram meus cacos estilhaçados pelo chão. Tuas palavras foram a cola e a costura para remendar os buracos que não fechavam. Metade de mim ficou perdida em um passado sem cor. A outra metade você coloriu.

Metade de mim te ama incondicionalmente. A outra metade também. Metade de mim pensa em você a todo instante. A outra… a outra também. Metade de mim se afoga em teu cheiro e a outra respira profundamente tua essência. Metade de mim sorri para ti. A outra metade sorri por ti. Se existem duas metades que se completam, as duas são tuas. E a totalidade é nossa.

Metade das metades. Inteiros por inteiro. Não importa, tanto faz. Você sempre será a minha melhor parte. E se metade de mim resplandece no teu horizonte é porque a outra metade tem luz própria e incendeia os dias. Porque não da pra ser metade luz e metade escuridão com você.

Metade de mim quer ser inteira com você. A outra metade é inteira por você. E metade de tudo que temos é metade de tudo que somos, que vivemos, que sentimos. E tantas metades são peças completas quando teu sorriso ilumina a casa. Metades de construção não são nada se o inteiro não for com você.

E se algum dia, alguma metade, se cansar. A outra metade estará lá para lembrar que nada somos se não formos por inteiro e que de pedaços não vivemos se não houver você para juntar.

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O blog Causos & Prosas participa do desafio literário  365 dias de escrita. Este texto é parte integrante do desafio organizado  pela Editora Digital e Consultoria de Marketing para autores Escritor Publicado .
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Sabemos que a batalha contra o preconceito é árdua e que alguns textos podem te chocar ou mesmo fazer com que você se identifique. Tudo bem se isso acontecer. Não se preocupe! Isso não significa que você seja uma pessoa ruim. Significa apenas que você, assim como tantos outros, precisa mudar.

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Histórias mal resolvidas

Eu nunca gostei dos pontos finais. Sempre preferi as possibilidades eternas das reticências. Coleciono histórias mal resolvidas e de vez em quando vasculho uma delas a procura de sinais. É mais fácil deixar as janelas abertas que as portas cerradas. É melhor acreditar que um dia, aquela história pode ter um ponto final, do que saber que não existe possibilidade de edição.

Eu escolho as vírgulas infinitas, os parênteses e  transformo tudo em  uma grande oração. Para que é necessário colocar um ponto final? Talvez uma exclamação ou interrogação, mas jamais um ponto que acabe com tudo que um dia existiu. Não é o final da história, é apenas uma pausa nela.

Os pontos finais ficam para a morte. Ai sim, não existe mais chance de mudar o roteiro. Antes disso, tudo é possível. Três pontinhos que me permitem sonhar. Imaginar, pensar que um dia, aquela história que foi tão bonita, ainda pode ter um viveram felizes para sempre…, com reticências, por favor.

A eternidade não permite pontos finais. Só permite, que a gente, eu e você, resolva o que ficou para trás. Eu tenho medo das coisas não ditas ao mesmo tempo que idolatro tudo que poderia ter sido. Não é um jogo, é a vida. Se a história está mal resolvida, um dia pode se resolver. Afinal, não é a esperança a última que abandona o barco? Não é ela que mantem de pé toda a humanidade?

A esperança das reticências me move. E mesmo que impulsos me levem a dizer o que não foi falado, a ouvir o que não foi dito, a esperar pelo impossível, ainda assim prefiro a dúvida. Se tudo fosse certo como 2 e 2 são 4, não existiria nada além da química. E todas as outras possibilidades se terminariam ali. No ponto final.

Das coisas que eu também não entendo essa ausência presente ou essa presença ausente é a que mais me alimenta. Me aquece a alma as oportunidades. Longe e perto. Perto e longe. Do mesmo lado ou de lados opostos, tanto faz. Você ainda está e sempre estará, enquanto não falarmos o que faltou, enquanto deixarmos sem final.

Então deixa essa história assim… Mal resolvida do jeito que ficou, com as pontas soltas e  três pontinhos no final. Pode ser que seja apenas uma pausa. Quem vai saber? Existem roteiros infinitos que podem ser utilizados. Vai depender de mim, de você, de nós, da vida…

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Uma mulher que só pensa em casar, uma pessoa que se sente marciana, encontros, desencontros e reencontros de amor,  um homem que se sente atraído por uma mulher, uma mulher que se apaixona novamente pelo colega de escola, alguém que é traído, alguém que está apaixonado e alguém que sente uma saudade infinita. 
Sentimentos, palavras, alucinações , sonhos e vontades. Medos, loucuras, desejos,  poesia, prosa, causos, lágrimas e amor.
 Conheça Noites de Verão, coletânea de contos e crônicas,  na livraria do blog!