Eu nunca fui muito boa com noções de espaço, números, distâncias, cálculos ou geografia. E nem com o tempo. Para mim a madrugada do dia sempre foi a do dia seguinte. Assim como enquanto eu não durmo ainda é o mesmo dia.
Eu nunca fui muito boa em explicar caminhos. Eu apenas sei chegar lá. São habilidades que me faltam, mas nunca me fizeram falta. Pra que eu preciso saber qual é a esquerda e a direita, se basta balançar a mão que eu escrevo e sei qual é. Mas eu preciso balançar a mão para saber.
Fico pensando em quantas coisas eu não sei, quantos conceitos eu não decorei. Quantas formulas eu me esqueci, nunca aprendi ou deixei passar. A regra de três, eu ainda faço com aquele macete de criança, colocando os números no papel, cruzando o x no meio, multiplicando e dividindo. Eu Não sei fazer de outro jeito.
Mas eu sempre soube ouvir, sempre soube escrever. Sempre soube falar de sentimentos. Eu sei chegar onde eu quero, sei lutar pelo que preciso, sei o quanto o tempo significa para mim e sei o quanto uma noite insone pode ser generosa ou dolorida.
Eu entendo da vida, das pessoas, das coisas, dos sentimentos… não dos números. Eu entendo que a vida vai além das fórmulas, das regras, das geografias. As distâncias estão mais relacionadas aos sentimentos que aos quilômetros, então não faz diferença o que dizem os mapas. Eu entendo que noção de espaço está relacionado ao quanto alguém ocupa meu coração.
Não me faz falta esse monte de teorias, o que me faz falta é o calor humano, a boa conversa, as risadas com amigos, os abraços e beijos que deixamos de lado. O tempo, o espaço, a distância e os números só são válidos se estiverem relacionados ao que você aproveita da vida.

É possível que um bate papo virtual desperte a vontade de recomeçar a vida depois de perder seu grande amor e tentar o suicido? “Sexo Virtual, Amor Real” conta a história de Marina, uma mulher de 24 anos , que começa um novo caminho a partir do momento que conhece o segundo Leonardo de sua vida.
ola flor, realmente me pergunto sempre se as regras de matemática entre tantas coisas decoradas, me são uteis agora que terminei a escola. Não lembro quase nada mais, mas o que fui aprendendo enquanto fui vivendo, isso não esqueço. Realmente, as lições da vida, entender as pessoas, a vida, coisas e sentimentos me fazem mais falta que tudo aquilo que aprendi e esqueci.
Belíssimo texto!
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Amei o texto, me identifiquei com algumas coisas, tipo o fato de achar que só começa um novo dia depois que eu vou dormir e acordo.
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Oie!
Mais um conto lindo moça! Me identifiquei bastante com ele, até outro dia estava pensando sobre isso mesmo e como enxergo a vida fora dessas formulas!
Bjss, vem participar do nosso sorteio, serão 3 Ganhadores e um levará um livro surpresa da Ler Editorial!
http://resenhasteen.blogspot.com.br/2017/08/sorteio-do-desapego-3-ganhadores.html
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oie, nossa, que trecho! Me apaixonei e me identifiquei demais na parte de “Enquanto eu não durmo ainda é o mesmo dia”, e a parte de não sei sobre números. Muito bem escrito. Parabéns.
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Lindo texto. Super me identifiquei: “o que me faz falta é o calor humano, a boa conversa, as risadas com amigos, os abraços e beijos que deixamos de lado.”
Você sempre arrasando!
Bjs
Suka
http://www.suka-p.blogspot.com.br
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Olá, tudo bem?
Um ótimo texto para se refletir. Simples e bem realista.
E a pergunta que fica é: o que realmente queremos da vida?
Muito bacana os seus escritos.
Beijo!
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